O balanço provisório mantém-se em pelo menos 11 mortos e 19 desaparecidos, embora as autoridades não excluam a possibilidade de o número de vítimas aumentar à medida que prosseguem as operações.
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 19 continuam desaparecidas na sequência do incêndio florestal que deflagrou na noite de quinta-feira, 9 de julho, em Los Gallardos, na província de Almería, na Andaluzia, no sul de Espanha. As autoridades admitem que o número de vítimas mortais possa aumentar nas próximas horas, enquanto o fogo continua ativo e centenas de operacionais permanecem no terreno.
As primeiras investigações apontam para a queda de um poste elétrico como a origem do incêndio, que se propagou rapidamente devido às condições meteorológicas, escreve o “Correio da Manhã”.
De acordo com as autoridades regionais, várias vítimas foram encontradas no interior de veículos completamente carbonizados. O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, revelou que existe a possibilidade de ser confirmado um 12.º morto, após a descoberta de um corpo que ainda aguarda identificação.
Além das vítimas mortais, há oito feridos, quatro dos quais em estado grave. Segundo o jornal “El País”, estes serão transferidos para o Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha.
O conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Andaluzia, Antonio Sanz, explicou que quatro dos mortos seguiam no mesmo automóvel e tudo indica que sejam cidadãos britânicos, uma vez que o veículo tinha o volante à direita. Entre as vítimas mortais está também um cidadão espanhol, sendo que os restantes deverão ser turistas ou estrangeiros residentes na região.
As vítimas foram surpreendidas por um incêndio “muito rápido”, com uma velocidade de propagação extremamente elevada. As autoridades acreditam que vários dos mortos terão tentado abandonar a zona por um percurso diferente daquele que tinha sido definido para a evacuação. Entretanto, mais de 600 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas. Destas, 193 encontram-se alojadas em abrigos provisórios.
O incêndio permanece ativo e mobiliza cerca de 460 bombeiros, apoiados por mais de uma centena de veículos terrestres e 20 meios aéreos. O flanco direito continua a ser o mais preocupante, aproximando-se de áreas agrícolas junto à estrada principal, enquanto os responsáveis alertam que uma eventual mudança na direção do vento poderá agravar significativamente a situação.
Perante a tragédia, o Rei de Espanha, Filipe VI, manifestou o seu pesar através de uma mensagem divulgada pela Casa Real nas redes sociais. “Expressamos a nossa tristeza e condolências às famílias e aos entes queridos dos falecidos, bem como a todos os afetados”, pode ler-se na publicação.
Segundo a Agência France-Presse (AFP), citada pelo “CM”, o balanço provisório mantém-se em pelo menos 11 mortos e 19 desaparecidos, embora as autoridades não excluam a possibilidade de o número de vítimas aumentar à medida que prosseguem as operações de busca e combate às chamas.
