Colégio onde morreu bebé esquecida numa carrinha continua fechado. Pais e moradores deixam flores à porta

O Colégio O Mestre Cuco, em Almada, permanece encerrado dias depois da morte da bebé de 18 meses que foi esquecida durante cerca de sete horas numa viatura da instituição.

O Colégio O Mestre Cuco, em Almada, continua de portas fechadas depois da morte da bebé de 18 meses que foi esquecida no interior da carrinha que fazia o transporte das crianças para a creche. A instituição mantém-se encerrada enquanto decorrem as diligências das autoridades para apurar as circunstâncias da tragédia, escreve o “Diário de Notícias”. À entrada do colégio, familiares, vizinhos e outras pessoas sensibilizadas pelo caso têm deixado flores, velas e mensagens de homenagem à criança.

Segundo uma reportagem da CMTV, vários pais deslocaram-se ao local para procurar informações sobre a reabertura da creche e sobre o acompanhamento que será prestado às famílias. Até ao momento, não existe uma indicação oficial sobre quando o estabelecimento poderá retomar a atividade.

Funcionária que deixou bebé de 1 ano esquecida em carrinha em Almada fala sobre a tragédia. “Trocaram-me as rotinas”
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A bebé de 18 meses morreu depois de permanecer cerca de sete horas no interior da viatura da instituição, num dia em que as temperaturas eram elevadas. O alerta foi dado apenas ao final da tarde, quando a mãe se preparava para ir buscar a filha e foi informada de que a menina nunca tinha entrado na creche. A criança acabou por ser encontrada já sem vida no veículo.

O caso a ser investigado pela Polícia Judiciária, que procura determinar a sucessão de acontecimentos que conduziu à morte da criança. A funcionária do colégio O Mestre Cuco, responsável por recolher a criança em casa e transportá-la para o estabelecimento de ensino, terá dito às autoridades, em estado de choque, que uma mudança inesperada na sua rotina de trabalho poderá ter estado na origem da tragédia.

“Trocaram-me as rotinas. Matei uma bebé por causa disso”, terá dito à PSP e, mais tarde, aos inspetores da Polícia Judiciária de Setúbal, segundo avança o “Correio da Manhã”.

Entretanto, o Instituto da Segurança Social esclareceu que o Colégio O Mestre Cuco era uma instituição privada licenciada e que, na última ação de acompanhamento técnico realizada sem aviso prévio, cumpria os critérios de funcionamento exigidos. Ainda assim, sublinha que o apuramento de responsabilidades cabe agora às autoridades judiciais, escreve o “Diário de Notícias”.

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