Ainda não é desta que nos livramos do mau tempo, e esta quinta-feira, 12 de fevereiro, Portugal vai voltar a ser dominado pelo vento e pela chuva. Agora, depois da Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta e Nils (que não foi nomeada no País por não causar tanto impacto), chega-nos a depressão Oriana, que parece que vai causar alguns estragos até à manhã de sexta-feira, 13. Portugal continental terá, na verdade, todos os 18 distritos sob aviso amarelo devido ao mau tempo, com a costa toda sob aviso laranja.

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Ao que tudo indica, segundo o IPMA, esta não é uma tempestade que vai afetar diretamente o País, mas as suas consequências vão ser sentidas. Portugal continental será atravessado por "um sistema frontal associado a uma região depressionária centrada a norte da Península Ibérica", que "no seu deslocamento para Espanha dará origem à depressão Oriana". Ou seja, o desenvolvimento da depressão já será feito em Espanha, mas uma vez que o sistema frontal irá passar por Portugal, a chuva e o vento vão ser sentidos.

Desta forma, pode contar com períodos de precipitação forte durante o final do dia desta quinta-feira, 12, e a manhã de sexta-feira, 13, com os avisos a serem levantados nas primeiras horas da manhã. Já de vento prevê-se que as rajadas possam ir até aos 80 quilómetros por hora, e tudo aponta para que seja uma sexta-feira bastante ventosa, uma vez que o aviso amarelo se prolonga até ao final da tarde. No entanto, há boas notícias: parece que no sábado, dia 14, o sol vai espreitar em todo o País, sem indicações de chuva.

O que se está a passar em Portugal

A verdade é que este comboio de depressões afetou significativamente Portugal, com quase duas dezenas de pessoas mortas e milhares sem habitação por causa das inundações e dos fortes ventos. Leiria e Alcácer do Sal, duas das regiões mais afetadas pelo mau tempo, continuam a ser ajudadas pelos cidadãos e pelas equipas de emergência, com a aldeia da Ereira, em Montemor-o-Velho, a continuar isolada devido às cheias e com acesso exclusivo por barco.

A bacia do Mondego, segundo o "Jornal de Negócios", é a única do País (pelo menos até à data) em situação de risco de inundação, uma vez que o volume de armazenamento da barragem da Aguieira já se encontra acima dos 99% - ou seja, perto do limite de segurança daquela infraestrutura. A água tem subido sem parar desde a manhã de quarta-feira, 11 de fevereiro, e encontra-se, até à hora da publicação deste artigo, com uma cota de 124,5 metros. O nível de máxima cheia é de 126, pelo que depois disso terá de começar a libertar água. 

No entanto, mais recentemente deram-se dois desastres que estão a condicionar, e bastante, as deslocações. Durante o final da tarde de quarta-feira, 11, a A1 foi encerrada nos dois sentidos entre os quilómetros 198 e 189 na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego, sendo assim impossível atravessar a autoestrada no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul. O aviso começou a ser dado durante o dia anterior, terça-feira, 10, e o desastre, que irá demorar semanas a ser reparado, acabou mesmo por se dar.

Ao mesmo tempo, a A5 também sofreu condicionantes, com o trânsito a ser cortado e a funcionar apenas uma via no sentido de Lisboa para Cascais, a partir do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras. Isto porque se deu um deslizamento de terras devido ao mau tempo naquela zona, tendo as pedras caído para o meio da autoestrada e obstruindo assim duas das faixas de rodagem. Sabe-se que a situação foi resolvida durante a madrugada desta quinta-feira, mas até o espaço estar seguro e se saber que não há riscos, o sentido estará a funcionar em apenas duas vias.