As revelações sobre os arquivos de Jeffrey Epstein voltaram a causar choque e a reacender o caso, desta vez por causa de uma vítima que tinha apenas 9 anos de idade. A informação surgiu depois de se tornarem públicos mais de três milhões de documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a 30 de janeiro.
Mas, afinal, em que consiste a acusação a Jeffrey Epstein? Tudo começou com a sua detenção, em julho de 2019, quando foi acusado de abuso e tráfico sexual de menores. Passado um mês foi encontrado morto na sua cela, num aparente suicídio, enquanto esperava pelo julgamento no Metropolitan Correctional Center, em Nova Iorque.
Desde então, o processo tem causado escândalo e choque por todo o mundo. Desta vez, os documentos denunciam um caso que envolve uma vítima de 9 anos de idade e um indivíduo que ocupa "uma posição bastante elevada num governo estrangeiro".
As informações foram avançadas pelos congressistas Thomas Massie (republicano) e Ro Khanna (democrata), durante uma conferência de imprensa. Ambos têm feito pressão para tornar públicos os documentos relacionados com o caso, o que resultou na aprovação da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein. Assim, o Departamento de Justiça divulgou mais de três milhões de ficheiros relacionados com o caso, mas sabe-se que a maioria dos documentos foi editada. Thomas Massie confirmou que um dos documentos foi censurado 18 vezes.
Agora, pela primeira vez, os membros do Congresso tiveram acesso às versões não censuradas dos ficheiros durante uma visita a um edifício do Departamento de Justiça em Washington. Os documentos incluem meninas menores de idade entre os 9 e 15 anos, revelou o deputado Jamie Raskin, citado pelo “Correio da Manhã”, que descreve os ficheiros como “absurdos e escandalosos".