Ryan Mendes, capitão da seleção cabo-verdiana, está a ser investigado pelas autoridades da Nova Zelândia na sequência de uma denúncia apresentada por uma cidadã brasileira.
O jogador Ryan Mendes, capitão da seleção cabo-verdiana de 36 anos, está a ser investigado na sequência de uma denúncia apresentada por uma cidadã brasileira. O caso, que está nas mãos das autoridades da Nova Zelândia, remonta a março, mas veio agora a público, numa altura em que Cabo Verde faz história no Mundial de 2026, refere o “Correio da Manhã”.
A denúncia foi apresentada após o estágio realizado pela seleção cabo-verdiana na Nova Zelândia, em março deste ano, durante a FIFA Series, avança o “Globo Esporte”. A alegada vítima trabalhava como intérprete e apoio operacional da equipa, função para a qual foi contratada pela Federação Neozelandesa de Futebol, encontrando-se hospedada no mesmo hotel da comitiva.
De acordo com o relato apresentado às autoridades, a mulher terá sido convidada para uma reunião relacionada com a equipa, mas, ao chegar ao local, percebeu que se tratava de um momento de convívio. Mais tarde, já no quarto do hotel, afirma que Ryan Mendes entrou no espaço sem autorização e terá cometido a alegada agressão sexual.
A investigação conta, segundo a publicação brasileira, com fotografias dos ferimentos e um relatório médico forense elaborado dias depois dos factos, onde são descritas lesões compatíveis com agressões físicas. O documento refere ainda sinais de alegada tentativa de estrangulamento e outras marcas de violência.
A Polícia da Nova Zelândia confirmou que o processo de investigação está em curso e que a análise do caso poderá prolongar-se durante vários meses antes de ser tomada uma decisão sobre uma eventual acusação formal.
Até ao momento, Ryan Mendes não foi constituído arguido nem afastado da seleção de Cabo Verde, continuando integrado na equipa que garantiu uma inédita qualificação para a fase a eliminar do Mundial de 2026.
Também segundo o Globo Esporte, a alegada vítima terá comunicado o caso à Federação Cabo-Verdiana de Futebol e à FIFA, pedindo uma intervenção das entidades desportivas. Até ao momento, não são conhecidas respostas públicas por parte das organizações nem declarações do jogador relativamente às acusações.
