Christian Brueckner quebra silêncio e admite onde estava na noite do desaparecimento de Madeleine McCann

O principal suspeito no desaparecimento de Madeleine McCann admitiu não estava longe do local em que menina britânica passava férias, na Praia da Luz. Saiba tudo ao pormenor.

Christian Brueckner, de 49 anos, o principal suspeito no desaparecimento de Madeleine McCann, falou pela primeira vez sobre o seu percurso na noite em que a jovem desapareceu, na Praia da Luz, no Algarve, há quase 20 anos. Em entrevista ao jornal britânico “Mail on Sunday”, o alemão revelou pela primeira vez que se encontrava a cerca de 150 metros do resort onde a família de Madeleine McCann estava hospedada.

Christian Brückner em liberdade. Principal suspeito do caso de Madeleine McCann estava a cumprir pena por violação
Christian Brückner em liberdade. Principal suspeito do caso de Madeleine McCann estava a cumprir pena por violação
Ver artigo

Segundo o suspeito, a polícia intercetou-o nessa noite quando tentava afastar-se rapidamente da zona, na altura em que conduzia uma carrinha “cheia de droga”. “Estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, a vender droga”, contou.

“Cheguei a ser parado pela polícia três vezes na rua enquanto procuravam a Maddie. Por sorte, não encontraram a droga”, acrescentou, descrevendo o momento como uma “fuga rápida”, com “luzes azuis a piscar e postos de controlo por todo o lado”.

Christian Brueckner justificou o silêncio ao longo destes anos por pensar que a polícia quer “incriminá-lo” pelo caso, daí ter recusado sempre falar sobre o assunto. “Não tenho nada a ver com o desaparecimento da menina. Ficaria feliz se a Maddie aparecesse amanhã, porque assim toda a gente perceberia de imediato que tudo o que está e esteve montado contra mim é falso”, disse ainda ao jornal britânico, admitindo, contudo, que isso “provavelmente não vai acontecer”.

O alemão foi libertado da prisão em 2025, depois de cumprir uma pena de sete anos por ter violado uma mulher idosa na sua própria casa, na Praia da Luz, no Algarve, em 2005. Os procuradores alemães continuam a considerá-lo o principal suspeito de um alegado rapto seguido de homicídio de Madeleine McCann, mas garantem não ter, até ao momento, provas suficientes para o acusar formalmente.

Segundo avançou o “Telegraph” em maio de 2026, responsáveis policiais britânicos pretendem ver o suspeito acusado antes do 20.º aniversário do desaparecimento da jovem, em 2027, ainda que uma eventual extradição para fora da União Europeia seja barrada na Constituição alemã.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.
Scroll to Top