A apresentadora abriu o coração sobre a sua última passagem pela TVI em 2020. Teresa Guilherme acusa a diretora de não a deixar trabalhar e de criar um ambiente “desmoralizante”. Entenda.
A relação profissional entre Teresa Guilherme e Cristina Ferreira voltou a estar no centro das atenções. Em conversa com Flávio Furtado no videocast “The Leite Show”, a “rainha dos reality shows” recordou o seu regresso à TVI em 2020 para apresentar o “Big Brother”, um convite feito pela própria Cristina Ferreira, mas que acabou por se revelar uma das experiências mais difíceis da sua carreira.
Teresa Guilherme admitiu que trabalhar sob a direção da atual diretora de ficção e entretenimento do canal de Queluz de Baixo “estava longe de corresponder às expectativas” e descreveu o ambiente de bastidores como uma autêntica “pressão negra”.
Embora já tivesse classificado anteriormente a experiência como “não fantástica” em entrevista à rádio Mega Hits, a comunicadora detalhou agora o que realmente correu mal no formato, apontando o dedo às constantes interferências nas regras do jogo.
“Era muita pressão. Era muita exigência, no sentido de ‘vamos fazer um programa assim’, ‘não, não era assim’. Era o confronto”, revelou Teresa Guilherme. “Eu senti naquela altura que o programa se estava a estragar. Os formatos têm regras e essas regras são para seguir. E quando se tenta contornar as regras, isso acaba com um programa ou desgasta pelo menos”, continuou a apresentadora.
A apresentadora foi ainda mais longe e expôs a forma como as dinâmicas de apresentação lhe foram limitadas. “O que aconteceu é que chamou-me, mas depois não me deixou fazer. Não me deixou ter confessionários, era só contrariedades e de forma muito agressiva. Agressiva no verbal, agressiva de ‘não, isso já não se faz assim’. Ou seja, era desmoralizante.”
Apesar das fortes críticas à forma como foi tratada e dirigida no formato, Teresa Guilherme fez questão de salvaguardar que não considera Cristina Ferreira “uma má diretora no geral”, mas sim no que tocou à sua gestão pessoal.
De forma a conseguir lidar com a exigência diária e a desvalorização profissional que sentia na TVI, a apresentadora confessou que o palco foi o seu grande refúgio na altura. “Ainda bem que eu estava a fazer [a peça] ‘Os Monólogos da Vagina’, porque quando ia para o teatro e falava com o público sentia que a minha alma saía de lá lavada. De resto, era uma pressão negra”, rematou.
