Uma antiga assessora do partido Iniciativa Liberal acusou João Cotrim de Figueiredo de assédio sexual, ao publicar — e entretanto apagar — um texto nas redes sociais onde relata episódios alegadamente ocorridos quando trabalhava com o candidato às presidenciais do próximo domingo. Na publicação, a mulher afirma ter sido alvo de comentários de teor sexual, citando frases como “só falta abrires as pernas comigo”, “de que tipo de homens gostas?” ou “mais grossa ou mais comprida?”.

João Cotrim de Figueiredo negou esta segunda-feira, 12 de janeiro, as acusações e classificou-as como “destituídas de fundamento”, garantindo ainda que vai avançar com um processo por difamação, escreve o "Correio da Manhã".

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Em comunicado, o antigo líder da IL aponta o dedo ao momento em que surge a denúncia, ligando-a ao crescimento da sua candidatura nas sondagens. “Trata-se de ataques a uma candidatura que tem vindo em crescendo, vinda de fora dos partidos do sistema e que preocupa interesses instalados”, escreveu.

O candidato a Belém rejeita todas as acusações, que classifica como “calúnias”, e garante que a gravidade do caso não lhe deixa alternativa. “É de uma gravidade que não pode ser deixada passar sem reação e, por isso mesmo, irei processar por difamação a pessoa em causa”, afirmou, acrescentando que o fará “independentemente das suas circunstâncias e das funções que exerce num dos gabinetes do atual Governo”.

A antiga assessora deixou o grupo parlamentar da Iniciativa Liberal em 2023, já durante a liderança de Rui Rocha, e exerce atualmente funções de conselheira no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em declarações aos jornalistas durante uma ação de campanha de rua também esta segunda-feira, João Cotrim de Figueiredo voltou a negar as acusações. “É absolutamente e completamente falso o que essa senhora pôs a circular”, afirmou, reiterando que irá recorrer aos tribunais.

 “Perguntem a qualquer das dezenas de mulheres que trabalharam comigo ao longo destes anos se têm alguma razão de queixa, incluindo as que trabalharam comigo na mesma altura dessa senhora”, disse.

O candidato da IL também usou as suas redes sociais para negar as acusações. "No fim da campanha, aparece agora uma acusação de assédio. É completamente falso. Isto é a política mais suja que há. Nunca pensei que pudessem ir tão baixo para me atacar. É indigno", escreveu. "Tudo isto porque estou a crescer. Venham os ataques que vierem, venham de todo o lado, não nos desmoralizam, vamos até ao fim, por Portugal."