O filho mais velho da monarca norueguesa decidiu não recorrer da medida de coação, motivado pela recente morte do rei Harald V e pelo dedicado estado de saúde da rainha Mette-Marit.
Marius Borg Høiby, filho da rainha Mette-Marit fruto de uma relação anterior, aceitou a prorrogação da sua prisão preventiva sob monitorização eletrónica.
O jovem de 29 anos, condenado em junho a quatro anos de prisão por crimes que incluem violação de duas mulheres, abuso sexual e agressão qualificada, decidiu não recorrer da decisão do tribunal para poder permanecer na residência real de Skaugum.
O Ministério Público norueguês prepara-se para solicitar ao Tribunal Distrital de Oslo a continuidade da medida de coação, cujo prazo atual termina a 7 de setembro, mantendo o uso da pulseira eletrónica enquanto o jovem permanece na antiga residência dos monarcas. Marius Borg Høiby cumpre esta medida há mais de 200 dias.
Segundo revelou o seu advogado de defesa, Petar Sekulic, à agência NTB citada pelo “Correio da Manhã”, a alteração de posição quanto ao recurso da pena e à medida de prisão preventiva prende-se com os acontecimentos recentes que afetam a família real norueguesa: a morte do Rei Harald V e o agravamento da saúde de Mette-Marit.
Recentemente, Marius Borg Høiby desempenhou um papel visível nas homenagens póstumas ao Rei Harald, carregando a caixão ao lado dos restantes netos do falecido monarca, mediante uma autorização judicial especial concebida para as cerimónias fúnebres.
A decisão de aceitar a restrição de liberdade em Skaugum surge num momento crítico para a família real. Poucas horas após a tomada de posse do padrasto, rei Haakon VII, a rainha Mette-Marit deu entrada de urgência no hospital devido a complicações decorrentes de um transplante pulmonar recente, situação que levou o filho a priorizar a proximidade familiar.
