Mundial 2026. Viagem de Luís Montenegro obrigou Falcon da Força Aérea a fazer mais 760 quilómetros

Depois do jogo Portugal-Espanha, nos Estados Unidos da América, o primeiro-ministro viajou em voo comercial para Istambul. No entanto, o fecho do espaço aéreo em Ancara obrigou o Falcon do Estado a fazer duas viagens extra. Entenda.

A paixão de Luís Montenegro pelo futebol e o seu acompanhamento em direto da Seleção Nacional no Mundial de 2026 estão a gerar alguma controvérsia devido à logística e aos custos associados para os cofres do Estado.

Depois de assistir ao jogo Portugal-Espanha (no qual Portugal saiu desclassificado da competição), em Dallas, nos Estados Unidos, a Força Aérea Portuguesa (FAP) foi obrigada a realizar duas viagens adicionais na Turquia para garantir que Luís Montenegro chegava a tempo à Cimeira da NATO, na Turquia, segundo avançou o “Correio da Manhã”.

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O Falcon 900 da FAP descolou às 07h53 da Base de Figo Maduro em direção a Ancara, capital turca, às 14h45, transportando o grosso da comitiva portuguesa para o encontro da Aliança Atlântica.

Contudo, uma vez que se encontrava ainda em trânsito vindo dos EUA, a aeronave militar teve de voar de Ancara até Istambul, cidade onde Luís Montenegro aterrou num voo comercial, e regressar novamente à capital com o primeiro-ministro a bordo. Esta operação extra somou mais 760 quilómetros às rotas do avião do Estado.

O gabinete de Luís Montenegro justificou a necessidade do voo militar alegando razões de segurança. “O espaço aéreo de Ancara encontra-se encerrado a voos comerciais permitindo apenas voos militares e de Estado, o que obrigou a que esse voo tivesse de ser militar”, citou a mesma publicação.

Esta foi a terceira vez que Luís Montenegro se deslocou para assistir a jogos do Mundial. A primeira paragem, em Houston, foi classificada pelo Executivo como uma “viagem de trabalho” que incluiu encontros com a comunidade portuguesa, o Conselho da Diáspora e uma visita à missão permanente da ONU. O primeiro-ministro passou ainda por Toronto, no Canadá, e por Dallas, nos EUA, sempre acompanhado por elementos do seu gabinete.

À exceção do curto trajeto militar na Turquia, viajou sempre em voos comerciais, tendo feito a ligação Dallas-Istambul em classe económica através da Turkish Airlines, cujos bilhetes nesta altura ultrapassam os 800 euros.

Apesar de garantir que “o Estado pagou tudo”, o gabinete de Montenegro assume que ainda não fechou as contas finais destas deslocações: “Não dispomos nesta altura da informação detalhada que permita indicar um valor exato, embora se possa afiançar que se trata de valores perfeitamente normais de viagem e alojamento”.

Quem também marcou presença no Mundial, mais concretamente em Toronto, foi o líder parlamentar do PSD. No entanto, confrontado pela mesma publicação, Hugo Soares apressou-se a clarificar que a viagem não teve qualquer encargo público. O deputado garantiu ter pagado do próprio bolso todas as viagens, estadias e bilhetes de jogo para si e para o filho.

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