Com cerca de quatro metros de comprimento e uns impressionantes 750 quilos, Contender, um tubarão-branco macho adulto, foi identificado, em janeiro, pela OCEARCH ao largo da costa da Flórida e da Geórgia, nos Estados Unidos.
Segundo a OCEARCH, uma organização sem fins lucrativos de âmbito global que acompanha alguns dos “gigantes” do oceano e os ecossistemas marinhos, estima-se que Contender tenha 32 anos, segundo o que refere o jornal “New York Post”.
Desde janeiro que têm sido registados sinais do tubarão-branco a migrar até ao Canadá, desde a Flórida, ao longo da costa leste dos Estados Unidos. Agora, o animal está a iniciar a sua viagem de regresso pela costa abaixo.
Para que um sinal de Contender seja emitido, a sua barbatana dorsal tem de romper a superfície da água e tem de estar por perto um satélite Argos para registar a sua localização.
Entre abril e meados de junho, foram captados sinais do tubarão ao largo da costa de Outer Banks, na Carolina do Norte. A certa altura, em junho, registou-se um sinal de Contender a aproximadamente 35 quilómetros ao largo da costa do Cabo Hatteras, situado no mesmo estado.
Em julho, o tubarão-branco de 32 anos continuou a migração para norte, segundo os dados da OCEARCH, e foi detetado a meio desse mês ao largo da costa de Massachusetts, na região de Nova Inglaterra.
Depois de vários meses sem serem captados novos sinais de Contender, a localização do tubarão voltou a ser registada, no final de setembro, a sul de Pointe-Parent, na província do Quebec, no lado leste do Canadá. No final de outubro, durante a época de migração característica da estação, foram captados vários sinais que indicavam que o animal marinho se deslocava para sul, em direção aos Estados Unidos.
Esta terça-feira, 11 de novembro, foi declarado um sinal de Contender a alguns quilómetros da costa de Atlantic City, no estado de Nova Jérsia, acreditando-se que é muito provável que o tubarão esteja a deslocar-se novamente até Flórida, visto que as águas são mais quentes e existe mais fonte de alimento.
“Cada sinal acrescenta mais uma pista ao enigma da migração dos tubarões-brancos no Atlântico Noroeste - e a nossa equipa está a acompanhar cada movimento”, afirmou a organização OCEARCH.