Foi há um ano que aconteceu o grande acidente do elevador da Glória e a Câmara Municipal de Lisboa vai homenagear as vítimas com um memorial. Saiba tudo.
Lisboa assinala esta quinta-feira, 3 de setembro, um ano do descarrilamento do elevador da Glória, com a câmara a inaugurar um memorial de homenagem às vítimas.
O acidente, que aconteceu por volta das 18h03, há um ano, provocou 16 mortos e 24 feridos, a maioria turistas estrangeiros, envolvendo 15 nacionalidades diferentes. Entre as vítimas mortais encontravam-se cinco portugueses, entre os quais o guarda-freio André Marques, que operava uma das cabines do equipamento, gerido pela empresa municipal Carris, e quatro trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. As restantes vítimas eram de nacionalidade britânica, sul-coreana, canadiana, suíça, ucraniana, norte-americana e francesa.
Foi o pior desastre em 140 anos de história do ascensor, classificado como monumento nacional. O elevador liga a praça dos Restauradores ao jardim de São Pedro de Alcântara, num percurso de 276 metros.

Passado um ano, apenas quatro dos 40 processos de indemnização a familiares das vítimas mortais e a sobreviventes se encontram concluídos. Outros sete processos estão em negociação e existe uma vítima mortal cujo processo está a ser regularizado exclusivamente em sede de acidentes de trabalho, segundo avança a seguradora da Carris, a Fidelidade, à Executive Digest e à Agência Lusa.
Quanto aos 24 feridos, todos permanecem sem a situação definitivamente consolidada, o que impede, para já, uma avaliação indemnizatória definitiva. As investigações do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) e do Ministério Público às causas continuam em curso, tendo prevista a conclusão da investigação até ao final do primeiro trimestre de 2027.
Para assinalar a data, a Câmara Municipal de Lisboa inaugura esta quinta-feira, 3 de setembro, um memorial no Largo da Oliveirinha, junto à calçada da Glória, local onde foi o acidente. A composição integra uma oliveira com mais de 150 anos, rodeada de 16 blocos de calcário com alturas diferenciadas, preparadas para a gravação dos nomes das vítimas do acidente. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) promove uma homenagem às vítimas, com uma coroa de flores que irá ser colocada ao fundo da calçada da Glória.

