Mulher de futebolista venezuelano morre após sismo. Filha bebé do casal foi resgatada com vida dos escombros

Dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 abalaram a Venezuela. Entre as vítimas está a mulher de Héctor Bello, jogador venezuelano. 30 mil pessoas continuam desaparecidas, 235 morreram e há mais de 4.300 feridos.

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Dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 abalaram a Venezuela na noite desta quarta-feira, 24 de julho. Passados dois dias, as equipa de resgate ainda estão no local a contabilizar o número oficial de vítimas mortais.
A mulher de Héctor Bello, futebolista venezuelano de 28 anos, foi uma das pessoas encontradas mortas, esta quinta-feira, 25 de julho. Segundo o “G1”, o casal vivia no estado de La Guaira, uma das regiões que mais foi atingida pela catástrofe. Carlos Alvarado, ministro da saúde da Venezuela, disse mesmo em entrevista à televisão estatal do país, citado pelo “Observador“, que o “maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira”.
O edifício onde a família do jogador vivia acabou por colapsar com o terramoto, e Andrea, companheira de Héctor Bello, não sobreviveu. O casal tem uma filha, ainda bebé, que foi resgatada com vida dos escombros pelas equipas de socorro.
A tragédia abalou ainda o jogador argentino Lucas Trejo, que disse que não tem notícias da mulher nem dos dois filhos, depois do prédio onde moravam, que também fica no estado de La Guaira, ter desabado por causa do sismo.
Com mais de 30 mil pessoas desaparecidas, a Venezuela já registou mais de 135 réplicas desde os dois grandes sismos. O novo balanço aponta para o aumento do número de mortos, que subiu nas últimas horas para 235. Há mais de 4.300 pessoas feridas, centenas de edifícios danificados e quase três mil famílias desalojadas, segundo o  mesmo jornal.
Uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que, até ao momento, seis lusodescendentes e portugueses morreram na sequência do sismo na Venezuela.
Os restantes portugueses e luso-venezuelanos, que se encontram em La Guaira, já conseguiram falar com familiares. “Não havia eletricidade, nem sinal no telemóvel, estávamos praticamente isolados e por isso não foi possível dizer aos nossos familiares que estávamos bem, o que já fizemos há pouco”, explicou Pedro Abelardo Ferreira, um luso-venezuelano à “Lusa”, citado pelo “Público“. “A terra está frequentemente a tremer, já sentimos muitas dezenas de réplicas, que chegam acompanhadas de um forte ruído desde o centro da terra, o que causa ansiedade e às vezes as pessoas gritam”, acrescentou.

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