Ruthe Posner, sobrevivente do Holocausto, e o marido, Michael, decidiram pôr fim à vida através do suicídio assistido na Suíça, aos 96 e 97 anos, respetivamente. O casal comunicou a decisão a familiares e amigos apenas por e-mail, enviado após as suas mortes.
"Foi uma decisão mútua e sem qualquer pressão externa", escreveram. "Tivemos uma vida longa e juntos durante quase 75 anos. Chegou a um ponto em que os sentidos — a visão e a audição — começaram a falhar, a energia desapareceu, e já não estávamos a viver, apenas a existir. Nenhum tipo de cuidado iria melhorar isso", revelou a "People".
Ruth Posner sobreviveu a um campo de concentração ainda em criança, escapando com a ajuda da tia e viveu três anos em fuga antes de ficar no Reino Unido. Ao longo da vida, destacou-se como atriz, bailarina, autora e educadora sobre o Holocausto. O casal sofreu uma grande perda em 1998, com a morte do único filho, Jeremy, aos 37 anos, durante a recuperação de dependência de heroína.
O casal não sofria de doenças terminais, mas desejaram morrer juntos. Para isso, viajaram de Londres até à clínica Pegasos, em Basileia, na Suíça, especializada em suicídio assistido, legal no país desde 1942. Neste processo, os pacientes administram os medicamentes a eles próprios, ao contrário da eutanásia, que é ilegal.