“Sou um assassino”. Agressões, ameaças e pedido de restrição abalam o império de Dolly Parton após a sua morte

Menos de um mês após a morte da rainha do country, o gestor do seu património deu entrada com uma ordem de restrição contra o sobrinho e ex-chefe de segurança da cantora. Entenda.

A morte de Dolly Parton, a 25 de agosto de 2026, aos 80 anos, comoveu o mundo. Mas os dias de homenagem e luto rapidamente deram lugar a um bastidor tenso, digno de um thriller de Hollywood, em torno da herança e do império da estrela de country, avaliado em cerca de 400 milhões de euros.

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No centro da tempestade está Bryan Seaver, sobrinho de Dolly Parton e o seu chefe de segurança há mais de duas décadas, que foi a cara escolhida pela própria cantora para anunciar a sua morte num vídeo emotivo publicado no Instagram. Atualmente, Bryan Seaver está afastado de todas as propriedades da artista, tendo sido demitido e sujeito a uma ordem de restrição no tribunal.

De acordo com documentos judiciais obtidos em exclusivo pelo “TMZ”, Danny Nozell, o empresário de longa data de Dolly Parton e gestor da sua empresa “She’s Alive, LLC”, deu entrada com um pedido de ordem de restrição temporária contra Bryan Seaver.

Danny Nozell acusa o sobrinho da cantora de extorsão, comportamento intimidador e de recorrer à sua experiência profissional para instaurar o pânico na equipa de trabalho da falecida estrela.

O documento detalha mensagens de texto onde Bryan Seaver alegadamente invocava o seu passado como recrutador militar, o seu acesso a armas de fogo e a sua “capacidade para a violência” de forma a exigir montantes financeiros superiores.

“É melhor que o dinheiro dela seja maior do que o que posso fazer noutros lados ou vou f***r toda a gente. Estou prestes a tornar-me o braço da vingança de toda a minha família”, terá escrito Bryan Seaver numa das mensagens anexadas ao processo. Noutras trocas de texto divulgadas pelo “TMZ”, o ex-segurança afirmava categoricamente: “Tudo o que faço é guerra… toda a gente devia estar preocupada com o que eu possa fazer”, acrescentando ainda: “Não sou uma pessoa do entretenimento. Sou um assassino”.

O impacto destas mensagens levou a que vários funcionários da empresa de gestão se demitissem ou recusassem ir trabalhar sem segurança privada. Além disso, segundo adiantou a “Page Six”, o processo acusa ainda Bryan Seaver de intimidar funcionários no hotel SongTeller e no museu Life of Many Colors, ambos no centro de Nashville, ameaçando sabotar parcerias comerciais da marca Dollywood na imprensa.

Em declarações prestadas ao “TMZ”, Bryan Seaver confirmou que a sua empresa de segurança foi despedida de todas as propriedades de Dolly, incluindo a residência oficial em Nashville, armazéns e museus, mas desvalorizou o teor das acusações.

O sobrinho da cantora garantiu que as suas afirmações foram tiradas de contexto e recusou a ideia de que estivesse a fazer ameaças reais. “Sou um soldado de carreira, recrutador militar e faço negócios de armas para governos estrangeiros. Sou um profissional de segurança e sou um assassino”, começou por confirmar ao “TMZ”.

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“No entanto, nada neste processo foram ameaças e mantenho a maior parte dos comentários. Estava a falar abertamente de forma privada com o Danny, que achava que era meu amigo. Muitas destas mensagens são apenas dois homens a falar com raiva e a chorar ao telefone enquanto fazíamos o nosso luto”, defendeu-se.

Sobre a citação na qual afirmava ser “a cara do maior post nas redes sociais da história da humanidade” , após ter sido quem comunicou ao mundo a morte da tia, Bryan Seaver admitiu a autenticidade da conversa privada, reiterando que tudo se tratou de desabafos de um momento de dor e pressão mediática.

Apesar do confronto judicial entre o empresário Danny Nozell e o ex-chefe de segurança, a família de Dolly Parton tenta passar uma imagem de união num momento em que a imprensa internacional especula sobre a divisão do catálogo musical da cantora (avaliado em 103 milhões de euros) e do parque temático Dollywood.

Esta quarta-feira, 23 de setembro, Freida Parton, irmã da artista, recorreu às redes sociais para desmentir qualquer guerra pelo património. “Direi isto e apenas isto: não há qualquer disputa dentro da nossa família. Ninguém na família Parton/Owens está a lutar pela herança da Dolly”.

Freida Parton fez questão de deixar claro que os familiares mantêm o apoio a Bryan Seaver, apesar das notícias sobre a sua demissão: “Todos nós amamos o Bryan, da mesma forma que nos amamos todos uns aos outros. Amo-vos a todos”, rematou Freida Parton.

Apesar da garantia de união no clã Parton, a providência cautelar intentada por Danny Nozell exige que Bryan Seaver permaneça a pelo menos 300 metros dos escritórios da empresa que gere o legado de Dolly Parton em Nashville.

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