Há mais um caso que está a chocar o País. Um auxiliar de um jardim de infância, no distrito de Faro, fotografava no local de trabalho crianças despidas da cintura para baixo.
Foram encontradas fotografias de pelo menos cinco crianças com menos de 10 anos, algumas com 4 e 5 anos, que frequentavam a creche onde o homem trabalhava. Todos os registros fotográficos foram tirados no espaço de dois anos, entre 30 de junho de 2023 e 23 de setembro de 2025.
O auxiliar trabalhava com crianças dos 4 meses aos 6 anos, estando encarregue do berçário e de salas com crianças de 1 ano e 2 anos. Adicionalmente, o auxiliar partilhava os conteúdos com terceiros, utilizando a rede social Telegram e o Skype.
O suspeito chegou a enviar pelo menos 203 ficheiros contendo fotografias e vídeos “em que são visíveis pessoas do sexo masculino, menores, nuas, a exibirem os órgãos genitais, em atos de coito oral, de masturbação e também de coito anal, com outras pessoas, alguns também menores”, segundo um acórdão do Tribunal da Relação de Évora, para onde o homem recorreu da medida de coação de prisão preventiva que lhe foi aplicada pelo tribunal de Faro, citado pelo “Correio da Manhã”.
O homem, de 27 anos, foi detido pela Polícia Judiciária em setembro do ano passado, sendo que os conteúdos de pornografia infantil apreendidos encontravam-se no telemóvel e no computador.
O auxiliar acabou por confessar os crimes e revelar que a partilha dos conteúdos era feita mensalmente desde meados de 2023. Está indicado por 36 crimes de pornografia de menores.
O suspeito recorreu da prisão preventiva para o Tribunal da Relação de Évora que rejeitou a proposta num acórdão a 27 de janeiro deste ano. “Apenas a medida de coação de prisão preventiva se afigura adequada à salvaguarda das exigências cautelares no presente caso, sendo para o efeito necessária e proporcional à pena que se antevê”, segundo os juízes desembargadores, citados pelo mesmo jornal.