Depois da passagem devastadora da depressão Kristin, Portugal está a enfrentar, novamente, um episódio de mau tempo, agora associado à depressão Leonardo, que fez com que se registassem 121 ocorrências no País na madrugada, maioritariamente concentradas na Grande Lisboa. O sistema depressivo começou a afetar o território nacional a partir desta terça-feira, 3 de fevereiro, e assim deverá continuar até sábado, 7, período pautado por muita instabilidade.
Posto isto, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Proteção Civil reforçaram os apelos à adoção de comportamentos preventivos, sublinhando a importância da preparação individual e familiar. Segundo o "Euronews", a GNR recomenda que todas as famílias tenham preparado um kit de emergência que garanta autonomia por pelo menos 72 horas, permitindo responder a eventuais falhas prolongadas de eletricidade, água e comunicações.
Este kit deve incluir água potável, alimentos não perecíveis suficientes para três dias, uma lanterna, um rádio a pilhas, um power bank para carregamento de dispositivos eletrónicos, medicamentos essenciais, um kit de primeiros socorros, produtos de higiene pessoal, roupa adequada, calçado resistente e uma manta térmica. A GNR aconselha ainda que documentos importantes sejam guardados em cópia e protegidos numa bolsa impermeável, juntamente com dinheiro físico, um mapa e um apito, para situações de emergência.
Para além da preparação material, as autoridades insistem na importância de seguir rigorosamente as indicações da Proteção Civil e dos serviços de emergência. É recomendado evitar deslocações desnecessárias, zonas inundadas, áreas sinalizadas como perigosas, árvores instáveis, estruturas danificadas e cabos elétricos caídos. Trabalhos nas alturas, como intervenções em telhados, devem ser adiados sempre que possível ou realizados apenas com condições de segurança adequadas.
A GNR alerta ainda para a utilização segura de sistemas de aquecimento e de geradores, que devem ser usados exclusivamente no exterior das habitações, afastados de portas e janelas, prevenindo a acumulação de gases tóxicos. A vigilância acrescida de habitações, sobretudo as temporariamente desocupadas, e a comunicação imediata de qualquer situação suspeita às autoridades são igualmente destacadas como medidas essenciais.