Quase um ano depois de a agência Glam ter sido declarada insolvente, o processo está praticamente parado nos tribunais e os vários rostos conhecidos lesados continuam sem recuperar o dinheiro perdido. No total, as dívidas ultrapassam um milhão de euros.

Mais uma agência de talentos com dificuldades financeiras. Isabel Figueira é uma das lesadas
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Entre os nomes mais afetados está a atriz Ana Guiomar, que terá mais de 313 mil euros por receber. Já a apresentadora Diana Chaves surge com uma dívida de cerca de 219 mil euros. O humorista Rui Unas terá perdido 207 mil euros, enquanto Sofia Ribeiro continua à espera de receber 68 mil euros. A atriz Patrícia Bull também integra a lista de credores, com cerca de 20 mil euros em falta.

Segundo o "Correio da Manhã", o impasse judicial deve-se agora à atuação da administradora de insolvência nomeada pelo tribunal, que será afastada do processo a pedido dos próprios credores e também da própria profissional. Em causa estará a ausência de documentação considerada essencial, como extratos bancários da agência relativos a 2025, informação sobre empréstimos feitos aos sócios e ainda registos de donativos realizados pelos gerentes Beatriz e Luís Lemos.

A mesma fonte refere ainda que Luís Lemos tentou contestar judicialmente os valores reclamados pelos famosos, alegando que as quantias não correspondiam à realidade. Recorde-se que o empresário já tinha sido condenado, em 2019, a uma pena suspensa de dois anos e dois meses por abuso de confiança, num processo ligado a outra agência.

Além das figuras públicas, também entidades como a Autoridade Tributária, a Segurança Social e vários bancos surgem entre os credores. O Banco Comercial Português reclama mais de 108 mil euros e o Santander cerca de 75 mil euros.

A criação de várias empresas associadas, entre elas Glam Music, Glam Models, BOXMNG e Social Buzz, terá agravado ainda mais a situação financeira do grupo. Grande parte dessas sociedades acabou entretanto dissolvida. Segundo o processo de insolvência, restavam apenas pouco mais de três mil euros numa conta bancária da empresa.

O caso tornou-se público em abril de 2025, depois de Diana Chaves e Sónia Araújo terem abandonado a agência após suspeitas de discrepâncias entre os valores pagos pelas marcas e aquilo que lhes era efetivamente entregue.