Vai abrir o primeiro grande santuário para elefantes na Europa — e no Alentejo. Ao que tudo indica, num projeto desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Pangea, este será um espaço aberto onde o objetivo é receber elefantes que estiveram por vários anos em cativeiro e agora os donos não sabem o que fazer com eles. Está tudo pronto para receber os primeiros animais já no início de 2026, segundo a SIC Notícias.

Só 1% das pessoas consegue encontrar um elefante nesta imagem. Faça o teste (nós damos umas pistas)
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Este grande santuário está a ser montado nos concelhos de Vila Viçosa e Alandroal, no distrito de Évora, e a diretora-geral da organização, Kate Moore, explicou que o terreno conta com mais de 400 hectares, e que os trabalhos já começaram a ser feitos para preparar o espaço. "Temos vindo a trabalhar na gestão do habitat, melhorando a qualidade do mesmo e assegurando que é tão diverso quanto possível", disse. As obras são previstas estar prontas ainda no próximo mês de dezembro.

E porquê Portugal? "Portugal foi selecionado pelas suas condições ideais de habitat e clima", sendo que a zona escolhida, no Alentejo, foi considerada a melhor pela sua "topografia, colinas muito suaves e boas para os elefantes poderem andar, habitat muito diversificado e área privada e com muita água". Desta forma, é possível que os primeiros elefantes cheguem entre janeiro e março de 2026, sendo que o primeiro chegará da Bélgica, segundo o "Público", e o projeto espera acolher entre "20 a 30 animais".

Aqui, o grande propósito é oferecer cuidados a elefantes reabilitados que vêm, por exemplo, de zoos ou de circos, uma vez que estes animais em situação vulnerável acabam depois por não ter onde passar o resto da vida. "Queremos ajudar esses circos, jardins zoológicos e governos a dar um lar a esses elefantes que já não têm onde viver, proporcionando-lhes um habitat natural por onde podem vaguear, com liberdade, mas ao mesmo tempo com cuidados veterinários e zootécnicos", disse a diretora-geral.

No entanto, não espere poder visitar o santuário a qualquer dia da semana, pois este não vai estar aberto ao público regularmente. Ainda assim, Kate Moore admitiu que é provável que existam dias abertos ao público, "selecionando pessoas da comunidade local e outras que doem para o projeto". O objetivo também passa por contratar locais, incluindo especialistas e pessoas para entrarem num programa de formação.