A Polícia Judiciária deteve o filho menor da vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato, de 49 anos, devido a suspeitas de a ter assassinado. O jovem, de 14 anos, foi detido esta terça-feira, 22 de outubro, "por fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado, que vitimou a sua mãe", lê-se em comunicado, segundo o "Expresso".
A vereadora do PSD da câmara de Vagos foi encontrada em paragem cardiorrespiratória na sua casa. A desconfiança de que teria sido assassinada surgiu de imediato, já que o corpo contava com ferimentos na cabeça e se estava tapado com uma manta. Pensou-se, inicialmente, que a morte teria ocorrido durante um assalto.
Isto porque os inspetores viram que algumas divisões se encontravam remexidas, a par de que foi encontrado um saco com dinheiro. Foram estes dados que fizeram com que as autoridades achassem que poderia ter sido deixada pelos alegados assaltantes na fuga. A vítima encontrava-se, de acordo com o "Correio da Manhã", ao telefone com uma amiga, quando tudo aconteceu.
Esta ligou ao marido da vereadora, que foi quem a encontrou no sofá e chamou o 112. Entretanto, sabe-se que foi atingida por um disparo de arma de fogo, entretanto recuperada e que se reconhece pertencer ao pai do menor, segundo a mesma missiva da PJ. O jovem será presente a um primeiro interrogatório judicial às autoridades da Comarca de Aveiro.
Contudo, até à data, as circunstâncias que levaram à morte de Susana Gravato são desconhecidas. A Câmara de Vagos decretou três dias de luto municipal e publicou uma nota de pesar, destacando a dedicação da vereadora ao serviço público e expressando “as mais sentidas condolências” à família, amigos e colegas da mesma.