Já passou mais uma noite de eleições. Este domingo, 18 de janeiro, o País foi às urnas para escolher o próximo presidente da República e foi uma noite de reviravoltas, que vai culminar numa segunda volta. Esta prender-se-á entre António José Seguro e André Ventura, que reuniram 31,11% e 23,52% dos votos, respetivamente, que os catapultam para um confronto final marcado para 8 de fevereiro. Uma corrida que não se via há 40 anos em Portugal.
Depois de horas a fio passadas entre projeções, discursos nas sedes e uma longa espera pelos resultados oficiais, à medida que os círculos eleitorais iam sendo apurados, não há como negar que qualquer pessoa interessada no panorama político do País deverá ter acordado hoje com a expressão familiar a quem dormiu pouco.
Afinal, mais penoso do que uma segunda-feira normal, só uma segunda-feira pós-eleições, sendo que pouco ou nada ficou decidido e o futuro ainda é incerto. Por isso, se tiver olheiras profundas, olhos cansados e aquele ar de “preciso de mais um fim de semana de descanso", nada tema, porque certamente não deverá estar sozinho.
Há truques para disfarçar olheiras, mesmo aquelas que nem uma noite inteira de sono parece apagar. Porque embora a política se faça de estratégia, resistência e nervos de aço, o rosto não mente. E depois de uma noite passada entre gráficos a subir e a descer, também a pele sob os olhos, à semelhança do País, parece suspensa num estado de expectativa: sem saber bem o que aí vem, mas já cansada só de pensar nisso.
É aqui que entra a beleza, não como futilidade, mas como ferramenta de sobrevivência pós-eleitoral, digamos. Entre fórmulas iluminadoras, tons pêssego que neutralizam noites mal dormidas e texturas que prometem um ar de descanso, fomos à procura de opções que ajudam a disfarçar as marcas deixadas por esta noite eleitoral.