Beach waves, ondas largas e cabelo de verão. Hairstylist dá dicas para dominar o famoso Airwrap sem erros

Das beach waves ao blowout dos anos 90, as ondas continuam a dominar o verão. Falámos com María Roberts, hairstylist e embaixadora da Dyson Beauty em Espanha, para perceber como tirar o máximo partido da ferramenta de que todos falam.

As ondas voltaram a assumir o protagonismo dos cabelos de verão. Mas, ao contrário do que acontecia há alguns anos, já não existe uma única forma de as usar. Das beach waves descontraídas aos blowouts inspirados nos anos 90, passando pelas ondas largas de supermodelo, a tendência aponta para penteados com movimento, textura e um acabamento menos perfeito – e, precisamente por isso, mais natural. A ideia já não é que cada madeixa fique exatamente igual à anterior, mas sim que o cabelo pareça leve, descontraído e fácil de usar.

A mudança acompanha aquilo que se tem visto um pouco por todo o lado. Embora continuem a existir penteados mais sofisticados e definidos, as propostas para este verão privilegiam versões menos produzidas, que valorizam a textura do cabelo e dispensam um acabamento demasiado rígido. Ou seja, cada vez mais querem-se resultados cuidados, mas sem parecerem excessivamente trabalhado. O equilíbrio entre um penteado pensado e um cabelo que parece ter secado ao natural, vá.

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Foi precisamente a pensar nesses looks de verão que a MAGG viajou até Menorca para conhecer a nova edição limitada Ceramic Apricot & Topaz do Dyson Airwrap. Inspirada nos tons quentes da estação, a novidade serviu também de ponto de partida para perceber como tirar verdadeiro partido da ferramenta e responder à pergunta que continua a surgir sempre que se fala do Airwrap: afinal, quais são as técnicas mais eficazes para conseguir ondas bonitas e, mais importante ainda, que durem o dia inteiro?

Foi essa a questão que colocámos a María Roberts, hairstylist e embaixadora da Dyson Beauty em Espanha. Embora reconheça que as beach waves continuam a ser uma das grandes referências do verão, explica que os pedidos das clientes são mais diversificados. “Os looks mais atuais são muito variados. Agora usam-se ondas muito descontraídas, mas também está muito na moda o blowout dos anos 90”, afirma. Para a especialista, mais do que seguir uma tendência específica, “já não se trata tanto de seguir uma tendência, mas de escolher aquilo com que cada pessoa se sente bem e se identifica”.

Essa mudança também se reflete naquilo que as clientes procuram durante os meses quentes. “No verão pede-se sobretudo um cabelo menos produzido e mais natural”, explica María Roberts, acrescentando que continua a haver espaço para quem prefere um acabamento mais polido. “Com o Airwrap conseguimos responder a todas essas necessidades, porque, com a mesma ferramenta, é possível criar todo o tipo de penteados”, admite.

Ainda assim, quando se fala em beach waves, a hairstylist faz questão de esclarecer o que distingue este estilo dos restantes. “Parecem não dar trabalho, mas, na realidade, são trabalhadas para conseguirem um acabamento natural”, explica. É essa imperfeição controlada, com textura, movimento e um aspeto aparentemente espontâneo, que as afasta das ondas mais definidas e simétricas, como as clássicas Hollywood waves.

Por isso, aproveitando a experiência da especialista e o facto de trabalhar diariamente com o Airwrap, reunimos as dicas que fazem realmente diferença. Da preparação do cabelo à escolha do acessório certo, passando pelos erros mais frequentes e pelos truques para prolongar a duração do penteado, este é um guia pensado para quem quer dominar as ondas — sejam elas mais descontraídas, mais polidas ou algures entre ambas.

O cabelo de verão começa muito antes de pegar no Airwrap

É fácil pensar que tudo depende da forma como se enrola o cabelo no barril, mas, para María Roberts, o sucesso do penteado começa ainda antes da modelação. O primeiro passo é garantir que o cabelo reúne as condições certas para que o resultado final seja perfeito. Isto é, não pode estar nem completamente molhado, nem totalmente seco.

“O primeiro passo é pré-secar o cabelo e trabalhar sempre com ele húmido. Procuramos que o penteado dure mais tempo e que o cabelo permaneça em perfeito estado“, explica à MAGG. É precisamente por isso que o Airwrap foi desenvolvido para modelar cabelo húmido. E conhecer a função de cada acessório torna todo o processo bastante mais intuitivo.

Além disso, se o calor, a humidade, a transpiração ou o vento são alguns dos maiores inimigos de qualquer penteado, María Roberts acredita que um dos erros que mais compromete a sua duração acontece ainda antes de sair de casa. “Um erro muito comum é pensar que o cabelo está seco quando, na realidade, continua húmido. Se o cabelo estiver húmido e, além disso, houver humidade na rua, esse penteado não vai durar absolutamente nada“, alerta.

É precisamente por isso que, ao longo de toda a rotina de styling, insiste sempre no mesmo ponto: começar por pré-secar o cabelo e trabalhar sobre cabelo húmido, em vez de molhado, para depois o modelar com o acessório escolhido. Só quando o processo estiver concluído e o cabelo devidamente seco é que faz sentido dar o penteado por terminado. Caso contrário, basta um ambiente húmido para que as ondas percam rapidamente a forma.

O acessório faz diferença – e as madeixas também

Para quem utiliza o Airwrap pela primeira vez, a quantidade de acessórios pode parecer intimidante (falando por experiência própria). Entre barris, escovas e difusores, é normal não saber por onde começar. María Roberts, no entanto, é pródiga a simplificar a questão. “O mais importante é saber para que serve cada cabeça. Uma vez identificado o seu uso, já podemos decidir que tipo de penteado queremos conseguir, porque depois é super simples”, frisa.

No caso das beach waves, a hairstylist aponta o difusor como o acessório mais indicado, já que permite criar “uma onda muito mais selvagem”. Se a intenção for dar um pouco mais de definição a algumas zonas do cabelo, sugere recorrer ao barril cónico, que ajuda a conseguir “uma onda ligeira e muito mais natural”. Também no passo a passo que recomenda para recriar este look em casa, a ordem é sempre a mesma: pré-secar o cabelo, utilizar o difusor e, se necessário, recorrer ao barril cónico para reforçar algumas madeixas.

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A par disso, ao contrário do que acontece em muitos tutoriais, María Roberts defende que não existe um número certo de secções para dividir o cabelo. “Depende muito do cabelo de cada pessoa. Há quem o divida apenas com uma repartição e há quem precise de o dividir em seis. Isso depende muito da quantidade de cabelo que tem”, explica.

O mesmo acontece com a espessura das madeixas. Para a hairstylist, o ideal é que cada uma cubra completamente o barril do Airwrap, sem ser demasiado grossa nem demasiado fina. “O ideal é não apanhar nem demasiada quantidade nem muito pouca, mas uma quantidade normal”, resume.

O efeito mais natural consegue-se ao alternar a direção das ondas

Quem procura umas beach waves descontraídas deve prestar atenção não apenas ao acessório utilizado, mas também à forma como trabalha cada madeixa. María Roberts explica que, se todas as ondas forem feitas na mesma direção, “vão ficar mais colocadas e ordenadas”. Por isso, recomenda alternar o sentido do barril ao longo do cabelo.

Se alternarmos a direção de cada madeixa, vamos conseguir um penteado muito mais selvagem, menos estruturado e mais descontraído, que é o que se leva muito mais no verão“, afirma. Ainda assim, lembra que não existe uma única forma correta de modelar as madeixas junto ao rosto. “Há pessoas que gostam delas viradas para a cara e outras que as preferem para trás. Trata-se de encontrar o teu próprio estilo de penteado”, sintetiza.

O penteado não acaba quando larga o barril

Depois de libertar cada madeixa, a tentação de abrir logo o cabelo é grande, mas María Roberts aconselha a esperar. “Depois de soltar cada madeixa, deixa-se arrefecer. Só quando toda a cabeleira estiver terminada é que podemos escová-la ou aplicar produto, mas é sempre preciso deixar o cabelo arrefecer antes. É melhor esperar antes de abrir o penteado”, explica a especialista.

O cabelo é moldado através da quebra e reorganização temporária das ligações de hidrogénio da fibra capilar. Ao arrefecer, essas ligações estabilizam na nova posição, ajudando a que a onda mantenha a forma durante mais tempo. É por isso que María Roberts considera o jato de ar frio um passo indispensável para finalizar o penteado – “é importante para fixar a forma”, confirma, acrescentando que esta função sela a cutícula, aumenta o brilho e prolonga a durabilidade do styling.

Nos dias de maior calor, adaptar o penteado pode ser a melhor solução

Por muito correta que seja a técnica, María Roberts lembra que “o clima vai sempre afetar o penteado”. Em dias particularmente quentes ou húmidos, o importante passa por ajustar as expectativas e adaptar o styling às condições do momento, em vez de tentar recriar exatamente o mesmo resultado de um dia mais fresco.

Para aumentar a durabilidade das ondas, recomenda utilizar o acessório antiencrespamento e bons produtos de styling. Ainda assim, admite que, por vezes, a melhor solução passa por alterar o próprio penteado. “O melhor seria passar o acessório antiencrespamento, utilizar bons produtos e, sobretudo, aproveitar mais o cabelo apanhado com umas ondas frontais, em vez de levar todo o cabelo solto“, aconselha.

A hairstylist lembra ainda que esta pode ser uma forma mais eficaz de preservar o movimento das ondas nos dias de maior calor ou humidade, quando as condições climatéricas acabam por comprometer a duração do penteado.

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