Bad Bunny foi o artista escolhido para atuar no espetáculo do intervalo da 60.ª edição da Super Bowl, o jogo anual da principal liga de futebol americano dos EUA, a National Football League, mais conhecida como NFL. No entanto, a escolha deste ano dividiu os Estados Unidos e o mundo em dois.
Se por um lado houve quem vibrasse com as músicas latinas de Bad Bunny e dançasse ao som das atuações dos convidados Lady Gaga e Ricky Martin, houve também quem não ficasse encantado - muito pelo contrário. Os congressistas republicanos pediram ao regulador dos media dos Estados Unidos que o artista porto-riquenho fosse multado e preso, uma exigência que se estende aos executivos da NFL (liga de futebol americano) e da NBC (estação de televisão que passou o jogo).
Os congressistas acusam o espetáculo de incluir palavrões e conteúdo considerado inadequado, tal como "pénis" e "rabo", palavras que são proibidas na televisão de sinal aberto e que devem ser evitadas. A acusação foi feita pelo congressista Randy Fine à Comissão Federal de Comunicações (FCC), que pediu a aplicação de sanções ao cantor, considerando a apresentação “ilegal” por conter palavras e “porcaria pornográfica repugnante" que justificariam a suspensão da transmissão, escreveu num comunicado partilhado nas rede social X.
"Pedimos [ao FCC] medidas drásticas, incluindo multas e revisão das licenças de transmissão da NFL, da NBC e de Bad Bunny. Prendam-nos", acrescentou o congressista da Flórida. Também Andy Ogles, congressista do Tennessee, enviou uma carta à Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) a pedir uma investigação formal da NFL e da NBC por "facilitarem a transmissão indecente" e pela a música "glorificar a sodomia e outras depravações indizíveis", lê-se numa publicação nas redes sociais.
"As crianças foram forçadas a suportar exibições explícitas de atos sexuais gay, mulheres a abanar-se provocativamente e Bad Bunny a agarrar descaradamente a sua virilha enquanto se esfregava no ar", frisou numa carta partilhada.
O Presidente Donald Trump foi uma das primeiras figuras políticas a mostrar-se indignado com a atuação de Bad Bunny, classificando-a como "uma das piores da história" e uma "afronta à grandeza" dos Estados Unidos. Os republicanos "já estão a investigar" no Congresso a atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, segundo o congressista Mark Alford, do Missouri, citado pela “Sic Notícias”.