O príncipe Harry e Meghan Markle estão novamente a ser alvo de controvérsia, desta vez em torno da sua recente viagem à Jordânia. O casal foi convidado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para visitar a capital, Amã, onde participaram em diversas atividades solidárias, incluindo a visita a organizações e instituições de saúde. No entanto, a viagem de caráter humanitário tem gerado críticas e discussões, desde a falta de contacto com a família real do país até acusações de oportunismo.

Harry e Meghan chegaram à Jordânia na terça-feira, 24 de fevereiro, com uma agenda cheia de compromissos solidários. No entanto, o facto de se apresentarem em nome da Archewell Philanthropies, fundação criada pelo casal, em vez de o fazerem como membros da realeza ativa, causou desconforto.

A presença dos duques de Sussex foi coordenada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mas gerou atritos devido à ausência de uma ligação direta com a família real da Jordânia.

Do ex-príncipe André à princesa Diana. Os 5 maiores escândalos de sempre da família real britânica
Do ex-príncipe André à princesa Diana. Os 5 maiores escândalos de sempre da família real britânica
Ver artigo

Apesar de os duques terem sido esperados num evento da OMS, com a presença do rei Abdullah II e da rainha Rania, foi notória a falta de interação com o casal. Uma fonte revelou ao "Daily Mail" que "não havia qualquer reunião marcada entre os duques e a família real", o que levanta questões sobre a posição de Harry e Meghan no contexto político e diplomático local.

A viagem de Harry e Meghan à Jordânia atingiu um ponto crítico quando visitaram um hospital que tratava feridos vindos de Gaza. A imagem do casal com as vítimas de guerra foi vista por alguns como um uso "indelicado" das crianças doentes para gerar publicidade.

O diplomata palestiniano Abdal Karim Ewaida criticou a atitude do casal nas redes sociais, acusando-os de explorar a dor das vítimas como parte de uma operação de relações públicas. "Fico triste por ver que as nossas crianças doentes estão a ser usadas como adereços para celebridades no meio de uma grande operação de relações públicas, quando essas mesmas pessoas ignoraram completamente o nosso sofrimento durante os piores momentos da guerra genocida em Gaza", disse no X.

O embaixador britânico em Amã, Phillip Hall, também se viu no centro da controvérsia por ter convidado Harry e Meghan para a celebração do Iftar, o tradicional jantar muçulmano realizado ao pôr do sol durante o Ramadão. A presença dos Sussex num evento oficial do governo britânico gerou críticas dentro do Parlamento britânico, especialmente por parte do ex-deputado Tim Loughton, que considerou que a participação do casal "não era apropriada", escreve o "Correio da Manhã".

Para o diplomata, a presença de Harry e Meghan no evento poderia ser vista como uma tentativa de influenciar a política oficial do Reino Unido, algo que não é desejável, dado que o casal já não representa a monarquia. "Não são membros da realeza ativos e não representam o governo britânico ou o Reino Unido", afirmou ao "Daily Mail".