Nuno Lopes, ator português de 47 anos que foi acusado de drogar e violar a guionista A.M. Lukas em novembro de 2023, pode mesmo vir a ser presente a um júri para encerrar o processo. Ao que tudo indica, segundo o "Observador", o tribunal nos EUA rejeitou o seu pedido para um julgamento sumário (ou seja, um julgamento mais rápido e simplificado) feito em julho de 2025, com a justificação de que as provas dadas demonstravam que o ator não era responsável pelas acusações. No entanto, a juíza acredita que o caso preciso de  ser presente a um júri.

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"A juíza determinou que, segundo a lei norte-americana, há questões que devem ser decididas por um júri e não pela própria juíza. Tal como tem feito desde o início deste processo, Nuno Lopes refuta as acusações que lhe são feitas e está confiante de que um júri chegará à mesma conclusão", explicou a assessoria do ator ao jornal português. Desta forma, Nuno Lopes tem agora até dia 30 de janeiro para apresentar uma nova moção, caso apareçam elementos adicionais considerados importantes para o tribunal.

Assim, se a juíza rejeitou o julgamento sumário, é provável que considere o crime mais grave do que a defesa de o ator anunciou, ou então considera as provas mais complexas e, nesse caso, impossíveis de averiguar num processo mais rápido como aquele que Nuno Lopes pediu. Ou seja, a juíza está a assumir que o caso não é simples nem pequeno, e que precisará de um julgamento completo com júri para decidir sobre a culpa ou inocência. Na altura, a defesa da guionista achou o pedido uma "tentativa desesperada" de Nuno Lopes.

O processo remonta a novembro de 2023, quando o ator português foi acusado de ter drogado e abusado sexualmente a guionista A.M. Lukas enquanto esta se encontrava inconsciente, no ano de 2006 aquando do Tribeca Film Festival, em Nova Iorque. A escritora e guionista diz que conheceu Nuno Lopes e que, num determinado momento da noite, perdeu a consciência, recordando-se apenas de pequenos fragmentos dessa noite, como o momento em que o ator e DJ português a estava a agredir sexualmente. 

A guionista diz que, depois deste episódios, foi diagnosticada com síndrome pós-traumático, sofreu um episódio maníaco depressivo e teve pensamentos suicidas. Além disso, contou ainda que o episódio a obrigou a meter baixa devido aos efeitos secundários da medicação anti-HIV que teve de tomar após o alegado abuso, e que, por causa disso, foi despedida. Até aos dias de hoje, Nuno Lopes nega qualquer violação e acusações de ter drogado A.M. Lukas.