Mário Oliveira Nunes, irmão mais velho de Rui Oliveira, apresentador do "Manhã CM" e marido de Manuel Luís Goucha, morreu vítima de cancro na quarta-feira, 14 de janeiro, aos 69 anos. O diagnóstico tinha sido feito apenas em dezembro, pelo que a morte de Mário Nunes aconteceu bastante rápido, e o velório estava previsto acontecer no dia seguinte, 15. No entanto, de acordo com o jornal "Correio da Manhã", foi ao abrir o caixão para a família se conseguir despedir do homem que perceberam que aquele não era o corpo de Mário Nunes.
Ao que tudo indica, foi a cunhada de Rui Oliveira que abriu o caixão e que reparou que aquele não era o seu marido - no entanto, estava vestido com as roupas escolhidas anteriormente pela família. Pelas informações obtidas, parece que foi o Hospital de São José que fez a troca de corpos, depois de a grande vaga de mortes por gripe A ter surpreendido o hospital durante este mês de janeiro. Desta forma, o corpo de Mário Nunes foi colocado na mesma gaveta da morgue que outro corpo, e foi aí que se deu a troca.
O Conselho de Administração da ULS São José e a direção do serviço de Anatomia Patológica/Casa Mortuária, segundo o CM, já lamentaram a situação, e abriram um inquérito para tentar perceber efetivamente o que aconteceu.
No entanto, acontece que o corpo do irmão de Rui Oliveira era para ser cremado, pelo que Maya explicou no programa "Noite das Estrelas" que o apresentador estava "verdadeiramente triste, pesaroso e chocado" com a situação, uma vez que poderia ter cremado alguém que não o seu irmão.
"Imagina que ninguém abria a urna, que o corpo era cremado, depois a quem se pedia responsabilidades? Outra família também não teria o corpo da sua pessoa", disse a apresentadora e taróloga. "Aquela imagem que viram pode ficar na memória de forma intrusiva e fazer com que estas pessoas ganhem um tipo de trauma. Há pessoas que até têm pesadelos com a imagem que viram que não é o corpo da pessoa que faleceu. Há um impacto psicológico enorme. O luto pode quebrar nestas situações", acrescentou a psicóloga Sílvia Botelho durante o programa.