A princesa Eugenie deixou de exercer funções como patrona da Anti-Slavery International, uma das mais antigas organizações dedicadas ao combate à escravatura moderna e ao tráfico de pessoas. A informação foi confirmada pela própria instituição, que agradeceu publicamente o contributo da filha do ex-príncipe André e de Sarah Ferguson ao longo dos últimos anos.

Segundo a entidade, a princesa ocupava o cargo há cerca de sete anos e esteve envolvida em diversas iniciativas de sensibilização para o problema da escravatura contemporânea e da exploração humana. No entanto, o seu perfil foi recentemente removido do site oficial da organização, sinalizando o fim da colaboração institucional, escreve o "Correio da Manhã".

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Num comunicado, a organização explicou a mudança e deixou uma mensagem de agradecimento. “Após sete anos, o nosso patrocínio por parte da princesa Eugenie chegou ao fim. Agradecemos muito o seu apoio e esperamos que continue a trabalhar para acabar com a escravatura."

A decisão surge numa altura marcada pelas ligações dos pais de Eugenie com Jeffrey Epstein, embora não exista qualquer acusação ou suspeita dirigida à própria princesa ou a outros membros diretos da sua família.

Em janeiro deste ano, a princesa Eugenie decidiu que estava na hora de cortar relações com o pai, o ex-príncipe André, na sequência de novas informações relacionadas com o escândalo.

De acordo com a imprensa britânica, nomeadamente o "Daily Mail", Eugenie terá interrompido qualquer tipo de contacto com o pai, deixando de lhe falar e evitando encontros pessoais. A princesa considerava incompatível com os seus valores com o facto de André nunca ter pedido desculpa às vítimas associadas ao caso Epstein.

A posição de Eugenie contrasta com a da irmã, a princesa Beatrice, que terá optado por reduzir a exposição pública ao lado do pai, sem, no entanto, romper totalmente os laços familiares