Há quem apoie Ed Sheeran, mas também quem fique do lado de Macklemore e de todos os outros artistas que decidiram afastar-se da digressão. Entenda o que se passou e veja a resposta do artista.
A vida não anda a correr bem a Ed Sheeran – e que o digam todos os artistas que se estão a afastar dos concertos do cantor britânico. Instaurada a polémica no passado dia 4 de setembro, tudo começou quando o rapper Macklemore, conhecido pela canção “Can’t Hold Us”, fez a abertura de alguns dos seus concertos nos EUA, e levado pela sua posição política, acabou por fazer um discurso de apoio à Palestina na guerra com Israel. Isto não caiu bem a vários proprietários dos estádios dos concertos seguintes, e a promotora decidiu retirar Macklemore da digressão.
Ora, toda a polémica continua quase duas semanas depois, e agora vários artistas já afirmaram que se vão retirar dos futuros concertos da digressão do artista britânico, nomeadamente Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga, que estavam então escalados para concertos dentro e fora dos EUA – ou seja, Ed Sheeran acabou por perder todos os seus concertos de abertura. Posto isto, o artista decidiu pronunciar-se pela primeira vez, lamentando o sucedido e explicando que não era um artista que mantinha “posições políticas”.
“Estou chocado com o conflito entre Israel e a Palestina”, lê-se no comunicado deixado no Instagram. “Existem demasiadas guerras por todo o mundo a provocar uma dor imensurável, nenhuma das quais deveria ser tolerada. Macklemore pediu para fazer parte da minha digressão no ano passado e eu aceitei, porque o respeito enquanto artista. Tal como acontece com todos os meus artistas convidados, concordei que pudesse apresentar o alinhamento de músicas que escolhesse”, continuou.
“Depois das atuações de Macklemore nos meus concertos em Nova Jérsia, os recintos onde estavam marcadas as próximas datas da digressão comunicaram que cancelariam os concertos caso ele continuasse a atuar como convidado. Foi-me explicado que esta posição se devia à forma como Macklemore transmitiu parte da sua mensagem durante a atuação, e não à totalidade do que foi dito“, escreveu, falando então do discurso de quase dois minutos sobre a guerra no seu concerto.
“A saída de Macklemore da digressão foi uma decisão do promotor, não minha. Nunca deixaria ficar mal os fãs que tinham feito planos, nem abandonaria a equipa que trabalha na digressão e os restantes artistas convidados e músicos que dependem de mim para trabalhar e ganhar a vida. Não sou cúmplice. Tenho as minhas opiniões pessoais sobre este conflito devastador (…). Há uma razão para eu não utilizar a minha plataforma profissional para falar de política, todos os que vêm aos meus concertos não esperam isso”, disse.
Os comentários da publicação foram desativadas, mas nas redes sociais não se fala de outra coisa no que toca à indústria musical. Há quem apoie Ed Sheeran mas também quem fique do lado de Macklemore e de todos os outros artistas que decidiram afastar-se da digressão, e não se sabe quando chegará o fim da discussão – nem, na verdade, quem irá abrir os concertos do artista britânico até ao fim da digressão, a 11 de dezembro.
