O nome do ex-príncipe André surge em peso entre os três milhões de documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a 30 de janeiro. O filho da rainha Isabel II foi associado ao milionário norte-americano e traficante sexual e foi acusado, em 2021, de abuso sexual por Virginia Giuffre, uma das vítimas da rede de tráfico sexual de Jeffrey Epstein.
Andrew Mountbatten-Windsor nunca confirmou as acusações e sempre recusou qualquer episódio de abuso sexual, dizendo que “não tinha memória de ter conhecido" a advogada. A vítima suicidou-se aos 41 anos, em abril do ano passado, depois de um acidente de viação no mês anterior, segundo a sua família.
Após a acusação de Virginia Giuffre, o ex-príncipe André terá pedido emprestado cerca de 12 milhões de libras (cerca de 13 milhões de euros) à falecida rainha, ao príncipe Filipe e ao então príncipe Carlos para tentar chegar a um acordo com a mulher, mantendo o caso longe dos tribunais. A família real britânica deu luz verde e o acordo seguiu em frente, sendo oficializado em 2022 depois de um "donativo substancial", como divulgou na altura a "Sky News".
Desde então, o ex-príncipe ainda não devolveu nenhuma parte do dinheiro emprestado pela família real britânica, segundo uma fonte citada pelo jornal “The Sun”. A mesma conta que André vendeu o seu chalé de esqui em Verbier, na Suíça, avaliado em cerca de 19 milhões de libras (perto de 22 milhões de euros) para tentar recuperar o dinheiro da dívida. Ainda assim, a venda acabou por não dar muitos lucros devido à dívida da hipoteca.
A rainha Isabel II terá emprestado cerca de 7 milhões de libras, o príncipe Filipe, duque de Edimburgo, 3 milhões de libras e o então príncipe Carlos (e outros membros da família real não mencionados) cerca de 1,5 milhão de libras para o acordo, revelou a mesma fonte.