A batalha judicial mediática que envolve Blake Lively e Justin Baldoni sofreu um revés significativo esta semana para a atriz. O juiz rejeitou 10 das 13 acusações apresentadas pela atriz contra o realizador e estrela do filme "Isto Acaba Aqui" , incluindo alegações de assédio sexual, difamação e conspiração.
As três acusações que avançam para julgamento incluem violação de contrato, retaliação e auxílio à retaliação, segundo a decisão divulgada na quinta-feira, 2 de abril.
Blake Lively tinha acusado Justin Baldoni de assédio sexual durante as filmagens, alegando comentários indesejados sobre a sua aparência e peso. O juiz considerou que não podia apresentar queixa de assédio sexual ao abrigo da lei federal por ser contratante independente e que também não podia recorrer à lei da Califórnia, uma vez que a produção decorreu em Nova Jérsia.
Além disso, a atriz alegou que Juatin Baldoni terá contratado uma equipa de publicistas para retaliar contra si, amplificando histórias negativas online. Dois processos relacionados com retaliação foram considerados válidos para julgamento.
Os advogados de Justin Baldoni já reagiram. “Estamos muito satisfeitos que o tribunal tenha rejeitado todas as acusações de assédio sexual e todas as acusações contra os réus individuais. Foram alegações muito sérias, e agradecemos ao tribunal pela análise cuidadosa dos factos, da lei e do volumoso conjunto de provas fornecido. O que resta é um caso significativamente reduzido, e estamos ansiosos por apresentar a nossa defesa das acusações remanescentes em tribunal", disseram, tal como escreve a "Variety".
Por outro lado, Sigrid McCawley, da equipa legal de Blake Lively, destacou que o júri terá a palavra final sobre a alegada campanha de difamação. “Este caso sempre se centrou e continuará a centrar-se na devastadora retaliação e nos passos extraordinários que os réus tomaram para destruir a reputação de Blake Lively por ela ter defendido a segurança no set. Este é o caso que vai a julgamento", disse.
O filme de 2024, "Isto Acaba Aqui", baseado num dos mais famosos livros de Colleen Hoover, arrecadou 350 milhões de dólares em todo o mundo, mas a sua estreia ficou marcada por rumores sobre um conflito entre os protagonistas, desencadeando mais de um ano de litígios. “É tudo um desastre. Quem tem razão ou não não interessa. A confusão é a história agora e vai definir o filme. Ninguém consegue ver o filme da mesma maneira. Trágico", disse Tom Rothman, responsável na Sony Pictures Entertainment, que resumiu a situação numa troca de e-mails.
O julgamento está marcado para maio deste ano, depois de uma sessão de mediação em fevereiro não ter resultado em acordo.