Irmão da princesa Diana revela o que ainda lamenta, quase 30 anos depois da sua morte

Charles Spencer admite que podia ter ajudado mais Diana a lidar com a exposição pública. O irmão da princesa também responde às críticas sobre a casa que a mãe de Harry e William pediu em Althorp.

Quase 30 anos depois da morte da princesa Diana, Charles Spencer continua a fazer uma pergunta a si próprio: poderia ter feito mais pela irmã? Aos 62 anos, a resposta do conde é tão simples quanto difícil de dar. “Provavelmente, sim»” disse à revista “People”, referindo-se à ajuda que poderia ter prestado a Diana para enfrentar a sua vida pública.

Charles Spencer, que está nas bocas do mundo graças ao lançamento do polémico livro “O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã”, garante que esteve ao lado da irmã nos últimos anos da sua vida, embora nem sempre à vista de todos. Conta que a ajudou a ganhar um processo por difamação contra um jornal britânico e que travou algumas batalhas por ela discretamente. Ainda assim, olhando para trás, fica-lhe a sensação de que poderia ter ido mais longe.

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O livro de memórias publicado a 22 de setembro revisita a infância que partilhou com Diana, a vida da irmã sob o olhar constante dos meios de comunicação e os dias que se seguiram à sua morte, em Paris, a 31 de agosto de 1997. A edição portuguesa já chegou às livrarias.

E a casa que Diana pediu ao irmão?

Na entrevista à “People”, Charles Spencer aborda também uma crítica antiga: a de que teria recusado dar uma casa a Diana depois do divórcio do então príncipe Carlos, em 1996. O conde confirma que a irmã lhe pediu para viver na Garden House, uma propriedade nos terrenos de Althorp de que gostava especialmente.

Segundo a sua versão, o problema era a segurança: após visitar o local com a polícia, concluiu que não seria possível proteger ali Diana e os filhos, William e Harry. A princesa permaneceu no Palácio de Kensington até à sua morte, no ano seguinte.

O lançamento do livro já trouxe outras memórias familiares para o centro da conversa. Charles Spencer contestou a decisão de pôr os dois filhos de Diana a caminhar atrás do caixão da mãe, no funeral de 1997, e fez alegações sobre uma discussão que teria tido com o atual rei Carlos III. O Palácio de Buckingham respondeu, de forma invulgar, questionando a fiabilidade de recordações marcadas pelo luto.

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