Isabela Cardinali, antiga concorrente da “Casa dos Segredos”, recorreu às suas redes sociais para reportar uma situação, no mínimo, assustadora. A jovem, que faz parte de uma família de circo e que está a promover a nova época do espetáculo, explicou que, ainda antes de começar a sessão em Ferreiras do Alentejo, em Beja, um homem tentou assaltar a bilheteira da família e entrar nas suas caravanas, tendo esfaqueado o padrasto de Isabela Cardinali no meio da confusão. Procuradora, depois de contactada pela GNR, nada fez. 

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“Antes de começarmos o espetáculo veio um homem com indícios de querer assaltar a nossa bilheteira e a entrar na zona onde nós temos as nossas caravanas, as nossas casas”, começou por explicar a ex-concorrente. “Foi intercetado pelo meu padrasto, que vinha a sair da bilheteira, foi um alvoroço e a pessoa não falava muito bem português. Na conversa ele fez frente ao meu padrasto e ele [o padrasto] foi do tipo ‘sai daqui’, e a seguir ele [o homem] saca de uma navalha e dá-lhe uma facada”, continuou. 

Mais tarde, Isabela Cardinali explicou que o padrasto faz artes marciais, então conseguiu agarrar o homem depois do esfaqueamento e “meteu-o no chão”, mas acabou por chegar um outro homem com um “sinal de trânsito arrancado” para bater nas costas do padrasto. Por esta altura a jovem já ouvia gritos, e foi quando se apercebeu de toda a situação. “Quando eu me apercebo de que há um objeto cortante dou o meu telemóvel a uma senhora para chamar a polícia para eu ir chamar reforços”. 

Ao mesmo tempo, o segundo homem começou “a mandar pedregulhos para onde tinha crianças, mulheres e pessoas que não tinham nada a ver com a suposta confusão”, e Isabela Cardinali preocupou-se em mandar todas as crianças para dentro do recinto. “Passado cinco minutos chegou a GNR e eles os dois fizeram ameaças à frente da GNR, a dizer que cortavam a garganta (...)”, disse ainda a jovem, que mostrou depois o quão frustrada ficou com a fraca posição das autoridades sobre o assunto. 

“Mais tarde questionei o que se estava a passar porque eles continuavam lá, e a GNR disse que estava à espera da resposta da procuradora para os levar para a esquadra. Há o corte na cara de uma pessoa, há a prova da navalha e há todas estas testemunhas, o que é que era preciso mais? A seguir ao espetáculo fui à esquadra prestar declarações (...) e disse que tinha dois espetáculos no dia seguinte e que queria preservar a segurança dos clientes, porque eles fizeram ameaças, pelo que queria saber o que podia fazer”. 

Foi então a resposta que deram a Isabela Cardinali que despoletou toda a situação. “E nada. A procuradora Eunice, do tribunal de Almodôvar, achou que estas duas pessoas eram inocentes e que por isso, mesmo depois de ameaças junto à GNR, não havia nada a fazer. Portanto, estes pobres inocentes vão ser libertados. Estas duas pessoas eram argelinas, tinham 28 anos e conseguiram destruir a zona do meu trabalho, proporcionaram momentos de terror às crianças que aqui estavam e nada lhes vai acontecer”, rematou.