Quase um ano depois de ter sido formalmente acusado pelo Ministério Público de tentativa de homicídio qualificado, violência doméstica e resistência e coação sobre militares da GNR, Nuno da Silva, antigo concorrente do programa "Love On Top", já foi sentenciado. A notícia foi avançada pelo "Jornal de Notícias", citado pelo "Público", que explicou que o tribunal deu como provado que o fotógrafo drogou o filho de 5 anos com comprimidos e o tentou matar, tudo enquanto tinha o outro filho em casa e a mãe dos meninos ausente.
Nuno da Silva foi então condenado a 12 anos e meio de prisão, sendo ainda sentenciado a pagar 35 mil euros ao filho que tentou matar e cinco mil ao outro filho. Foi acusado da tentativa de homicídio e de violência doméstica, mas não se conseguiu provar a resistência e coação sobre os militares, e pouco tempo mais tarde, Cynthia Noriega, a mãe das duas crianças e também ex-concorrente do "Love On Top" (que foi onde se conheceram), reagiu à situação. "A justiça resistiu e a justiça confirmou", escreveu.
O fotógrafo de 32 anos encontrava-se em prisão preventiva desde 16 de outubro de 2024, dois dias depois de o crime ter acontecido. Nuno da Silva aproveitou a saída da mulher para ir trabalhar e drogou o filho de 5 anos com éter (usado na medicina como anestésico), fazendo-o perder a consciência, e regou-o com gasolina. A intenção seria acender um isqueiro, mas não chegou a fazê-lo, segundo o "JN". "Graças a Deus que não acendeu o isqueiro", disse a juíza Maria Isabel Gomes na recente leitura da sentença.
Depois do crime, Nuno da Silva levou o segundo filho para casa dos seus pais e, quando lhe perguntaram pelo outro menino, disse que o matou, fugindo aos gritos. Durante a fuga, o ex-concorrente ligou à mulher a contar o que tinha feito, e Nuno da Silva terá também ligado à GNR, dizendo o que fez e onde estava. Soube-se ainda mais tarde que o fotógrafo tinha sido internado na cadeia do Hospital de Caxias, devido a um possível diagnóstico de esquizofrenia, mas no acórdão foi considerado que "o arguido sabia bem o que fazia".