Julio Iglesias já se pronunciou sobre as acusações graves de agressão sexual e maus-tratos - e alega que é tudo mentira. Num comunicado publicado durante a madrugada desta sexta-feira, 16 de janeiro, o cantor espanhol de 82 anos garante que nunca desrespeitou nenhuma mulher, e que nunca tinha sentido tanta maldade vinda de alguém como das duas ex-funcionárias que o acusaram de agressões no início da semana.

Maus-tratos e agressão sexual. Ministério Público espanhol vai ouvir mulheres que acusam Julio Iglesias
Maus-tratos e agressão sexual. Ministério Público espanhol vai ouvir mulheres que acusam Julio Iglesias
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"Com profundo pesar, respondo agora às acusações realizadas por duas pessoas que trabalharam em minha casa. Ninguém abusou, coagiu ou faltou ao respeito a nenhuma mulher. Estas acusações são completamente falsas e provocam-me uma grande tristeza", começou por dizer Julio Iglesias. "Nunca senti tanta maldade, mas ainda me restam forças para que as pessoas conheçam toda a verdade e para defender a minha dignidade perante uma ofensa tão grave", continuou, acrescentando que tem sentido muito carinho por parte dos fãs.

O comunicado de Julio Iglesas chega depois de se saber, na quarta-feira, 14 de janeiro, que o Ministério Público espanhol estava disposto a ouvir as duas ex-funcionárias que acusam o cantor. Na condição de testemunhas protegidas (ou seja, as suas identidades não serão reveladas), as mulheres vão conseguir assim falar sobre a queixa que apresentaram à justiça espanhola no passado dia 5 de janeiro, onde afirmaram ter sofrido "várias formas de violência", nomeadamente sexual, económica e psicológica, "às mãos de Julio Iglesias".

Poucas horas depois, o cantor de 82 anos falou com a revista "Hola" sobre o assunto, mas foi para dizer que, quando chegasse o momento certo, falaria. Posto isto, decidiu assim reagir durante a madrugada desta sexta-feira.

A investigação divulgada no início da semana reuniu testemunhos de duas antigas funcionárias do artista que o acusam de agressão sexual, maus-tratos e coação, alegadamente ocorridos nas residências do cantor na República Dominicana e nas Bahamas. As mulheres, contratadas como empregadas domésticas, afirmaram que as funções exigidas ultrapassavam o que constava nos contratos, com o ambiente de trabalho a ser marcado por "controlo rigoroso, assédio contínuo, insultos e humilhações".

Uma das funcionárias descreve ter sido chamada repetidamente ao quarto do cantor, onde alega agressões sexuais sem consentimento. "Ele mandava-a chamar ao seu quarto (…), penetrava-a com os dedos anal e vaginalmente". A outra vítima relata contatos forçados, como toques nos mamilos e beijos não consentidos, e os factos terão ocorrido em 2021, altura em que uma destas mulheres tinha 22 anos. A investigação inclui também depoimentos de outras mulheres, que relataram que era esperado que mantivessem relações sexuais com o cantor várias vezes por semana.