Os príncipes de Gales falaram pela primeira vez dos crimes sexuais agora revelados em detalhe nos ficheiros Epstein. Tudo começou quando Jeffrey Epstein foi detido, em julho de 2019, e acusado de abuso e tráfico sexual de menores.

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Um mês depois foi encontrado morto na sua cela, num aparente suicídio, enquanto esperava pelo julgamento no Metropolitan Correctional Center, em Nova Iorque. Este caso impactou e agitou a família real britânica, nomeadamente o tio do príncipe William, Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe André.

Foi em outubro do ano passado que o Palácio de Buckingham anunciou, em comunicado, que o então príncipe iria perder todos os seus títulos e honras reais, incluindo o de duque de Iorque, e que também seria banido de todos os eventos reais. A decisão surgiu após terem sido divulgados desenvolvimentos sobre as suas ligações a Jeffrey Epstein.

Desde então, os príncipes de Gales nunca abordaram diretamente o escândalo, apenas compartilharam a declaração do Palácio de Buckingham. Assim, pela primeira vez, o porta-voz do casal divulgou uma declaração sobre os arquivos de Jeffrey Epstein, citada pela “People”.

O príncipe e a princesa de Gales estão “profundamente preocupados” com as revelações que continuam a surgir nos mais de três milhões de documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os seus pensamentos continuam focados nas vítimas”, escreve a revista "People".

A declaração continua, afirmando que ambos estão a demonstrar o apoio às vítimas. “As suas majestades desejam deixar claro que os seus pensamentos e a sua mais profunda solidariedade estão e continuarão a permanecer com as vítimas e sobreviventes de todas e quaisquer formas de abuso”, concluiu o documento.