Miranda Rijnsburger, mulher de 60 anos e companheira do cantor Julio Iglesas, já se pronunciou sobre as acusações de agressão sexual e coação ao marido. A mulher, que é mãe de cinco dos nove filhos do cantor espanhol, aproveitou o comunicado que o artista fez durante a madrugada de sexta-feira, 16 de janeiro, no seu Instagram, para quebrar o silêncio sobre a polémica, deixando o seu total apoio ao marido.
"Ao teu lado sempre", escreveu Miranda Rijnsburger, seguido de um coração branco, e Julio Iglesias respondeu com um outro coração vermelho. A maioria dos comentários na publicação do cantor são positivos, com vários internautas a acreditar na inocência do cantor espanhol de 82 anos, alegando que "só pessoas do bem" é que iriam conseguir ver que as acusações são falsas.
No comunicado publicado, o artista alegou que "ninguém abusou, coagiu ou faltou ao respeito a nenhuma mulher", e que as acusações que as duas ex-funcionárias fizeram de agressão, maus-tratos e coação, eram "completamente falsas". "Nunca senti tanta maldade, mas ainda me restam forças para que as pessoas conheçam toda a verdade e para defender a minha dignidade perante uma ofensa tão grave", disse.
Miranda Rijnsburger, até ao momento, não se tinha pronunciado, e não se conhece ainda a opinião de Isabel Preysler, antiga companheira de Julio Iglesias. No total, o cantor espanhol tem nove filhos, três com Isabel (Chabeli, Enrique Iglesias e Julio Iglesias Jr.), cinco com Miranda (Miguel Alejandro, Rodrigo, as gémeas Victoria e Cristina, e Guillermo) e ainda um filho com uma outra mulher (Javier Sánchez Santos). Desta forma, nenhum deles, com exceção da atual mulher, se pronunciou até ao momento.
O comunicado de Julio Iglesas na sexta-feira, 16, chega depois de se saber, na quarta-feira, 14, que o Ministério Público espanhol estava disposto a ouvir as duas ex-funcionárias que acusam o cantor de agressão sexual, maus-tratos e coação, alegadamente ocorridos nas residências do cantor na República Dominicana e nas Bahamas. As mulheres, contratadas como empregadas domésticas, afirmaram que as funções exigidas ultrapassavam o que constava nos contratos, com o ambiente de trabalho a ser marcado por "assédio contínuo, insultos e humilhações".
Uma das funcionárias descreve ter sido chamada repetidamente ao quarto do cantor, onde alega agressões sexuais sem consentimento. "Ele mandava-a chamar ao seu quarto (…), penetrava-a com os dedos anal e vaginalmente". A outra vítima relata contatos forçados, como toques nos mamilos e beijos não consentidos, e os factos terão ocorrido em 2021, altura em que uma destas mulheres tinha 22 anos. A investigação inclui também depoimentos de outras mulheres, que relataram que era esperado que mantivessem relações sexuais com o cantor várias vezes por semana.