Novos detalhes sobre a relação entre a rainha Isabel II e Meghan Markle pintam um quadro mais complicado do que muitos imaginavam. Segundo Hugo Vickers, no seu novo livro “Queen Elizabeth II – A Personal History”, a monarca inglesa não escondia a sua cautela em relação à mulher do neto, o príncipe Harry.

Segundo a obra, sempre que Harry telefonava para a avó, Isabel II pedia à sua dama de companhia que estivesse presente. E não era por falta de educação, mas sim para se proteger, escreve o "Correio da Manhã".

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Fontes próximas ao palácio revelam que a rainha limitava-se a respostas curtas, muitas vezes monossilábicas como “sim” ou “não”, sobretudo depois do casal se mudar para os Estados Unidos e da polémica entrevista concedida a Oprah Winfrey, onde acusaram a família real de racismo.

O livro também revela que, no início, a união entre Harry e Meghan dificilmente teria sido aceite pela monarca, dado que Meghan Markle era uma atriz divorciada. No entanto, a rainha acabou por ceder, reconhecendo a popularidade da nora junto das gerações mais jovens de britânicos.

Mesmo assim, Isabel II manteve sempre um olhar atento sobre Meghan Markle. Hugo Vickers descreve um episódio em que a rainha foi pessoalmente à casa de Harry para repreender a duquesa de Sussex por tratar de forma rude um jardineiro que trabalhava na residência.

Outro episódio marcante aconteceu durante o Jubileu de Platina, em junho de 2022. Apesar de levar a filha, a princesa Lilibet, para conhecer a bisavó pela primeira vez, Meghan Markle e Harry não conseguiram ter um encontro a sós com Isabel II. A monarca, que morreu em setembro de 2022, preferiu manter a distância.