De volta à “Passadeira Vermelha” da SIC Caras, onde já tinha estado antes de passar a ser comentador na TVI, Pedro Crispim não poupou nas críticas à estação onde comentou várias edições da casa mais vigiada do País. Criticando algumas das opiniões de Cristina Ferreira e falando da sua própria experiência, o comentador admitiu ter sentido “censura” e “pressão” por parte da TVI, que não o deixou, em parte, dar as suas verdadeiras opiniões. 

TVI reage à polémica com Cristina Ferreira e anuncia ida para tribunal
TVI reage à polémica com Cristina Ferreira e anuncia ida para tribunal
Ver artigo

A conversa começou quando se falou sobre a liberdade de expressão que Cristina Ferreira disse ter no “Dois às 10”, algo que não assentou bem com Pedro Crispim. “Quando eu ouço a Cristina Ferreira dizer que no dia em que ela tiver de pensar naquilo que vai dizer ou fazer em televisão aquele lugar deixa de lhe fazer sentido, em parte concordo e em parte discordo”, começou por dizer o comentador, dando depois alguns pareceres da época em que trabalhou para a TVI. 

Isso é muito bonito de dizer, essa liberdade, quando dá jeito ser usada. Porque muitas vezes enquanto comentador senti exatamente essa censura, por parte da estação”, explicou. “Muitas vezes enquanto comentador sentia pressão para não ser eu, não dar uma opinião genuína e efetivamente tentar driblar aquilo que seria a matriz da minha opinião”, acrescentou ainda Pedro Crispim, não deixando de dar a sua opinião quanto a certos comentadores que fazem parte do painel da TVI. 

“Hoje em dia, se sinto isso, não faço parte de algo que não possa ser eu de forma plena. Neste momento tens um leque de comentadores que, a meu ver, dependem, precisam, e isso faz com que exista um teto para a opinião (...). A televisão para mim nunca foi sobre dinheiro. Eu não posso depender de algo que é tão volátil e também não posso depender da opinião de direções”, rematou o comentador.