André Mountbatten-Windsor foi detido a 19 de fevereiro por suspeita de má conduta no exercício de cargo público.11 horas depois, foi visto a sair da esquadra da polícia. Ainda assim, o irmão do rei Carlos III continua a ser investigado pelas autoridades.
Mas, afinal, o que é que aconteceu e que acusações pode enfrentar o ex-príncipe? Nos últimos anos, o antigo membro da família real tem enfrentado várias acusações relacionadas com a sua ligação a Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Desde então, a polémica levou o Palácio de Buckingham a retirar ao então príncipe todos os seus títulos e honras reais, incluindo o de duque de Iorque.
A 19 de fevereiro, no dia do seu aniversário, foi detido em Sandringham, em Norfolk, onde o antigo príncipe vive desde que deixou a sua casa em Windsor, segundo a BBC. Uma detenção que não chegou a um dia e que durou apenas 11 horas. O ex-príncipe Andrew foi libertado da esquadra de polícia de Aylsham, em Norfolk.
Ainda assim, continua sob investigação por suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A polícia está a investigar se o ex-membro da família real terá partilhado com o criminoso sexual documentos confidenciais do governo britânico, tudo enquanto exercia o cargo de enviado comercial do Reino Unido.
Se o antigo duque de Iorque for acusado e eventualmente declarado culpado, poderá ser sentenciado com prisão perpétua, explica Tom Frost, professor de direito na Universidade de Loughborough, em Inglaterra, citado pela “People”. No entanto, fala de um cenário improvável e “difícil de conseguir”, acrescenta.
Donald Trump já reagiu à detenção do ex-príncipe André, dizendo que é uma “pena” e que se trata de uma situação “muito triste”. “Acho que é muito mau para a família real. É muito, muito triste. Para mim, é uma coisa muito triste”, disse o presidente dos Estados Unidos, citado pela “People”.