Em abril de 2021, o mundo despediu-se do príncipe Filipe, com o certificado de óbito a constar “causas naturais” como causa oficial da morte. No entanto, o livro "Queen Elizabeth II: A Personal History", da autoria de Hugo Vickers (figura próxima da família real), traz uma revelação que muda a narrativa dos seus últimos dias da vida do príncip, que terá travado uma luta contra um cancro no pâncreas, escreve a revista "People".
Segundo relatos do escritor, citados pela publicação, o diagnóstico não terá sido uma surpresa repentina para a família. O autor afirma ainda que Filipe sabia da sua condição e que a rainha Isabel II estava plenamente consciente da gravidade da situação. O cancro terá sido o motivo dos períodos de fadiga e hospitalizações pontuais que marcaram os últimos anos de vida do duque.
A decisão de manter a doença em sigilo total não terá sido por motivos protocolares, mas sim por decisão do próprio Filipe. Conhecido pela sua aversão à autocomiseração, o marido de Isabel II não terá desejado que a sua saúde se tornasse “o espetáculo principal”, preferindo focar-se nas suas responsabilidades até ao último momento possível.
A biografia sugere igualmente que a rainha Isabel II, que veio a morrer pouco mais de um ano depois do marido, lidou com o luto e com a própria saúde de forma igualmente secreta. O autor levantou ainda a possibilidade de a monarca também ter estado a lutar contra uma forma de cancro na medula óssea nos seus meses finais, algo que explicaria a sua súbita perda de peso e as dificuldades de mobilidade.