O príncipe Harry esteve novamente em Londres para comparecer em tribunal no âmbito da ação judicial que move contra o jornal britânico "Daily Mail" e outros títulos do grupo Associated Newspapers, acusando-os de violação de privacidade e difamação.

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Durante o seu testemunho no Tribunal Real de Justiça, o duque de Sussex mostrou-se visivelmente abalado ao recordar o impacto que a cobertura mediática teve na vida da mulher, Meghan Markle. Segundo escreve o "Correio da Manhã", o príncipe Harry esteve "em lágrimas" e falou com a "voz embargada" ao descrever a forma como os media terão perseguido o casal desde o início da relação.

"O estar aqui e posicionar-me contra eles continua a perseguir-me. Eles tornaram a vida da minha esposa um verdadeiro inferno, Meritíssimo", afirmou o príncipe, sublinhando que a alegada perseguição mediática "só piorou, não melhorou" ao longo dos anos.

O príncipe Harry considerou ainda que é "fundamentalmente errado" ter de reviver estes episódios e explicou aquilo que espera deste processo judicial. "O que se exige é um pedido de desculpas e responsabilização. É uma experiência horrível", disse, acrescentando que "hoje, relembrámos ao Mail Group quem está a ser julgado e porquê".

No tribunal, o filho mais novo do rei Carlos III abordou também o tom que considera discriminatório em algumas das notícias publicadas sobre Meghan Markle.

"No final de 2016, quando o meu relacionamento com a Meghan se tornou público, comecei a ficar cada vez mais incomodado com a postura de não tomar medidas contra a imprensa, apesar dos ataques persistentes e cruéis, do assédio e dos artigos invasivos, às vezes racistas, a respeito de Meghan", declarou.

De acordo com o príncipe, a situação agravou-se durante a gravidez de Meghan Markle e intensificou-se após o nascimento do primeiro filho do casal, Archie.

O príncipe Harry não é o único a avançar com uma ação judicial contra o "Daily Mail". Elton John e o marido, David Furnish, a ativista Doreen Lawrence, o ex-político Simon Hughes e as atrizes Sadie Frost e Liz Hurley também fazem parte do grupo contra o mesmo grupo editorial.