No dia em que se celebra  o queijo, a plataforma TasteAtlas (uma das referências globais em mapas e rankings de alimentos tradicionais) tornou ainda mais especial a celebração ao revelar a lista dos melhores do mundo. Celebrado por amantes de gastronomia em todo o mundo, este dia destaca a arte, a história e o sabor de produtos que carregam séculos de tradição.

A lista, que reúne os 100 queijos mais bem avaliados do mundo, resulta das classificações de utilizadores e especialistas da plataforma, conhecida por realçar sabores tradicionais e eleger os produtos de maior qualidade, autenticidade e sabor.

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Entre clássicos italianos, franceses e gregos, Portugal destaca-se com queijos que dispensam apresentações — e que continuam a provar que a tradição artesanal nacional compete de forma igual com qualquer outro país.

No top 10 surgem o Queijo Serra da Estrela e o Queijo de Azeitão, dois símbolos da gastronomia portuguesa que reforçam o estatuto internacional da produção nacional. Num universo altamente competitivo, onde cada detalhe conta, a presença portuguesa entre os melhores do mundo confirma aquilo que cá dentro já se sabe há muito: quando o assunto é queijo, Portugal joga na primeira liga.

1. Graviera Naxo, Grécia

Queijos
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Produzido na ilha de Naxos, na Grécia, este queijo é feito há pelo menos um século. Graviera Naxou é um queijo duro com casca fina, amarelo-claro e doce com um aroma leve, ideal para servir à mesa. Pode ser fatiado e servido como entrada, frito e comido ao lanche, ou ralado sobre a massa. É produzido a partir de raças tradicionalmente criadas na ilha, que seguem uma dieta de plantas e ervas locais que dão ao leite um sabor único. Conta com leite de vaca pasteurizada ou uma mistura de leite de ovelha e no máximo 20% de leite de cabra. Possui um teor máximo de umidade de 38% e pelo menos 40% de gordura.

2. Parmigiano Reggiano, Itália

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Considerado um dos melhores queijos do mundo, o Parmigiano Reggiano é feito com leite cru, semi-desnatado, de vacas alimentadas com capim fresco e feno. De textura dura e arenosa, apresenta sabores que vão desde noz ao ligeiramente picante, dependendo do tempo de maturação. As origens do Parmigiano Reggiano remontam à Idade Média, quando os monges beneditinos e cistercienses começaram a produzi-lo no Vale do Pó, nas regiões de Parma e Reggio Emilia, daí chamar-se Parmigiano Reggiano, que significa "um queijo de Parma e Reggio Emilia." O queijo recebeu esse nome no século XIX.

3. Queijo de Azeitão, Portugal

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Em terceiro lugar do ranking está um queijo português, de Palmela. Produzido a partir de leite cru de ovelha, o Queijo de Azeitão é semi-macio e tem raízes no século XIX. Cremoso e intenso, nasceu da nostalgia de Gaspar Henriques de Paiva, que trouxe ovelhas e queijeiros para Azeitão. Este queijo tornou-se rapidamente famoso em Portugal, vencendo vários prémios em feiras agrícolas. A sua produção distingue-se pelo uso de cardo vegetal em vez de coalho animal, tornando-o 100% vegetariano. Pode ser servido com uma fatia de pão fresco ou como sobremesa com frutas e um vinho branco semi-seco.

4. Mozzarella di Bufala Campana, Itália

Queijos
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Feito exclusivamente com leite de búfala de água, esta mozzarella é produzida na Campânia e regiões vizinhas do do Lácio, Apúlia e Molise. É conhecida por ter mais cálcio e proteína, um sabor suave, ligeiramente ácido, conservado sempre em salmoura.O queijo pode ser servido de variadas formas, combinando bem com vários pratos italianos antipasta, como é o caso da salada Caprese.

5. Graviera Kritis, Grécia

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O Graviera Kritis é um dos queijos mais conhecidos da Grécia. Produzido na ilha de Creta, mantém métodos de produção tradicionais. Tradicionalmente feito a partir de leite de ovelha, os animais pastam livremente nos campos verdes, alimentando-se de plantas locais. De  textura fina, casca natural e cor amarelo claro, é um queijo com um sabor ligeiramente doce com sabor a noz. Antes de ser colocado no mercado, amadurece durante três a cinco meses. Sendo uma opção versátil, pode ser servido como aperitivo ou ralado, sendo utilizado em saladas e sopas.

6. Queijo da Serra da Estrela, Portugal

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Considerado o queijo mais emblemático de Portugal, o Queijo Serra da Estrela é produzido a partir de leite cru de ovelhas das raças Bordaleira, Serra da Estrela e Churra Mondegueira. De textura semi-macia e um interior cremoso, destaca-se pelo sabor suave, ligeiramente ácido e muito característico.

A produção mantém métodos tradicionais, recorrendo ao cardo vegetal para a coagulação do leite, o que lhe confere uma identidade única. A maturação acontece em ambientes frios e úmidos, dando origem a um queijo de cor amarelo-esbranquiçada, com aroma intenso e textura amanteigada. Com origens que remontam à Idade Média, é um dos produtos alimentares mais antigos do País e continua a ser produzido na região da Serra da Estrela. Pode ser servido como aperitivo ou sobremesa, e combina com broa de milho bem como vinhos da região do Dão.

7. Pecorino Sardo, Itália

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Produzido exclusivamente na ilha da Sardenha, o Pecorino Sardo é um queijo duro e semi-cozido, feito com leite integral de ovelha da raça Sarda, uma das mais valorizadas para a produção leiteira na Itália. Criadas em regime de pastoreio, estas ovelhas alimentam-se de arbustos e plantas aromáticas mediterrânicas, o que se reflete diretamente no sabor intenso e característico do queijo.

Disponível em duas versões, o Pecorino Sardo Dolce que apresenta um perfil mais suave e delicado, ideal para consumir à mesa, e o Pecorino Sardo Maturo que amadurece por pelo menos dois meses e tem um sabor mais intenso e ligeiramente picante. O Dolce combina bem com vegetais frescos ou uvas e peras, já o Maturo é frequentemente ralado sobre massas ou apreciado ao final da refeição, acompanhado por pão, azeite e pinhões.

8. Kefalograviera, Grécia

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Sendo um dos queijos gregos mais famosos e mais recentes no mercado grego, Kefalograviera é produzido desde 1960 em várias regiões da Grécia continental, como a Macedónia Ocidental, Épiro, Etólia-Acarnânia e Evrytania. Trata-se de um queijo duro de mesa, feito a partir de leite de ovelha ou de uma mistura entre leite de cabra e ovelha.

O nome resulta da combinação de dois queijos tradicionais: Kefalotyri, mais salgado e intenso, e Graviera, mais suave. O queijo distingue-se pela textura firme e casca castanha. Com uma produção anual de cerca de três mil toneladas, é um dos queijos gregos mais consumidos, sendo muito usado na cozinha local, especialmente na preparação do clássico saganaki, o famoso queijo frito grego.

9. Burrata, Itália

Queijos
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Originária da região da Puglia, no sul de Itália, a burrata é um queijo fresco e macio feito artesanalmente com leite de vaca, coalho e creme. O nome significa “com manteiga” e descreve na perfeição o seu interior extremamente cremoso. Acredita-se que tenha sido criada pelo queijeiro Lorenzo Bianchino Chieppa, que decidiu aproveitar sobras de mussarela, envolvendo-as numa fina casca de queijo esticado e recheando-as com natas e pequenos fios de mussarela.

A burrata deve ser consumida o mais fresca possível, idealmente nas primeiras 24 horas após a produção. Pode ser servida sozinha, apenas com sal, pimenta e um fio de azeite, ou acompanhada por tomate fresco e presunto cru. É também uma escolha popular para pizzas, bruschettas e pratos onde se quer um toque cremoso

10. Saint-Félicien, França

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Saint-Félicien é um queijo francês macio de leite de vaca, da região de Rhône-Alpes. De textura cremosa, apresenta um sabor delicado e complexo, ligeiramente ácido, amanteigado e com um toque de noz. Durante a maturação, o queijo desenvolve uma casca florida com um aroma intenso a cogumelos, que contrasta a suavidade do interior e o seu sabor. O Saint-Félicien é ideal para servir com baguetes crocantes, azeitonas ou uma taça de vinho tinto, sendo uma escolha perfeita para quem aprecia queijos elegantes e intensos ao mesmo tempo.

Créditos das fotos: TasteAtlas