Se há coisa que une os portugueses, até mais do que futebol ou discussões sobre o tempo, é a comida. E com o Dia dos Namorados, que se celebra este sábado, 14 de fevereiro, mesmo à porta, será que sabe quais são os pratos mais pedidos num encontro romântico?

A verdade é que os portugueses não arriscam assim tanto. De acordo com dados cedidos pela Too Good To Go e retirados de um estudo conduzido pela entidade Appinio (realizado em Portugal em janeiro, com uma amostra de 1000 pessoas entre os 18 e os 54 anos), 38% das pessoas pede um prato de carne. O sushi surge em segundo lugar, com 26%, e o bronze fica para as sobremesas, que são as eleitas para 17% dos portugueses.

Os últimos lugares deste top 5 vão para dois pratos da gastronomia italiana, com 17% a escolher a pizza, e 16% a eleger os risottos.

Quanto à estatística dos primeiros encontros, 7 em cada 10 portugueses escolhem um restaurante ou bar para este momento. Terreno neutro, ambiente controlado, saída estratégica sempre possível. Mas à medida que a intimidade cresce, a dinâmica muda: 32% prefere cozinhar em conjunto. Na faixa etária dos 25 aos 34 anos, quase 40% quer ir além de partilhar a refeição, e partilhar a experiência de a cozinhar.

Ainda não marcou o jantar do Dia dos Namorados? 5 ideias de restaurantes (alguns com música ao vivo)
Ainda não marcou o jantar do Dia dos Namorados? 5 ideias de restaurantes (alguns com música ao vivo)
Ver artigo

Noutros dados do mesmo estudo, 64% dos portugueses acredita que partilhar comida é a verdadeira linguagem do amor. Dividir uma refeição cria cumplicidade, facilita conversa (especialmente nos primeiros encontros, onde o gelo pode ser mais difícil de quebrar do que uma tosta demasiado tostada) e mostra cuidado. Aliás, metade admite sentir-se mais amada quando alguém se lembra da sua comida favorita.

Cerca de 40% acredita mesmo que preparar, partilhar ou oferecer comida é uma forma direta de demonstrar afeto. E este não é um gesto raro: mais de metade dos portugueses cozinha uma refeição especial todas as semanas. Os mais dedicados? Adultos entre os 45 e os 54 anos, com mais de 60% a assumirem este ritual de amor gastronómico.

Para 74% dos portugueses, deixar comida no prato num encontro é uma red flag. Já levar sobras para casa? Ainda gera algum desconforto, e três em cada 10 evitam fazê-lo por receio da perceção da outra pessoa.

Segundo a psicóloga clínica e sexóloga Catarina Lucas, a comida é uma das linguagens de amor mais significativas. “Quando escolhemos não desperdiçar e respeitar os recursos, estamos a mostrar algo sobre nós que pode ser uma grande green flag para o outro”, explica em comunicado.

Entre os mais jovens, esta consciência é ainda mais evidente, e evitar o desperdício já é visto como um sinal positivo de responsabilidade e valores alinhados.