Já sabemos o que vai abrir no local do mítico Kremlin. Santuário é a nova discoteca de Lisboa (e até há provas de vinhos)

A morada em Santos despede-se da era do Kremlin para dar lugar ao Santuário. O novo espaço abre no início de outubro com uma decoração inspirada na selva, forte vertente artística e uma aposta nos eventos corporativos de fim de tarde.

Instagram @santuariolx

A noite de Lisboa prepara-se para receber um novo capítulo numa das suas moradas mais emblemáticas. O espaço onde funcionou o histórico Kremlin vai dar lugar ao Santuário, um novo conceito que pretende preencher uma lacuna na noite da capital, unindo a vertente de clube noturno a uma forte componente estética e de after work.

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A abertura oficial está marcada para esta sexta-feira, 2 de outubro. Em declarações à MAGG, Filipe Martins (conhecido no meio da música eletrónica como DJ Dub Tiger), um dos donos do espaço, revelou que o objetivo passa por criar uma experiência diferenciadora no panorama atual: “Vem trazer uma frescura aqui a Lisboa no que respeita à noite, porque existe um vazio na oferta atualmente e este novo conceito vai preencher esse espaço”.

Uma das grandes apostas do Santuário reside no design de interiores e na atmosfera do espaço. O projeto contou com a colaboração de vários artistas nacionais e estrangeiros para criar um ambiente envolvente e imersivo. “É um conceito muito virado para a selva, com muitas bandas, muita arte à mistura e um serviço todo cuidado para que as pessoas se sintam em casa”, explicou Filipe Martins à MAGG.

Ao contrário de um formato tradicional focado apenas na madrugada, o Santuário vai apostar fortemente na vertente de eventos corporativos e nos fins de tarde. Para reforçar a componente de after work, o espaço fechou uma parceria com Pedro Martin, com vista a dinamizar provas de vinhos e degustações com chefs.

O Kremlin, operado pela mesma equipa desde 2016, deixou uma marca incontornável na história da noite lisboeta. No entanto, a gestão garantiu que o Santuário assumiu uma identidade inteiramente nova, ainda que mantendo a ligação à música eletrónica que sempre caracterizou a morada.

“Não podemos esconder 30 anos de história do Kremlin. Desde 2016 conseguimos acordar um ‘monstro’ que estava adormecido e fizemos um percurso muito longo, mas este é um projeto completamente diferente”, sublinhou o co-proprietário, que lidera o projeto em conjunto com Fernando Rodrigues.

Embora o novo clube espere continuar a acolher os amantes fiéis da mítica casa de Santos, o foco está agora em atrair uma nova geração e um público que procura uma experiência de entretenimento mais completa e cuidada.

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