Há um novo restaurante na Grande Lisboa dedicado à sazonalidade e aos produtos da terra. A MAGG já foi conhecer A Terra Cota e estes são os pratos que vale a pena provar.
Há um novo restaurante para descobrir em Alfragide. Chama-se A Terra Cota, fica no piso térreo do hotel Moxy Alfragide Lisboa, e aposta no conceito de farm to table, com uma cozinha contemporânea que acompanha o ritmo das estações, com pratos pensados a partir do produto e da sua sazonalidade. À frente do projeto está o chef Nuno Bandeira de Lima, com o apoio de Miguel Rocha Vieira.
A ideia passa por respeitar produtos da estação, daí a equipa d’A Terra Cota ter ido visitar os fornecedores e produtores portugueses. “O objetivo é respeitar os produtos da estação, sempre. Vamos aproveitar tudo o que a terra nos dá, para conseguirmos respeitar ao máximo o produto e reproduzir na mesa de forma simples“, explica o chef Nuno Bandeira de Lima, em entrevista à MAGG, que entra num novo capítulo depois de passar pelo Decadente, Infame, Mama Shelter e Praia no Parque.

“Já algum tempo que queríamos criar um elo de ligação entre a terra, produto, o produtor e as pessoas, e queríamos fazê-lo à mesa. A base e o ponto de partida será sempre a sazonalidade, proximidade e sustentabilidade, mas isso só faz sentido se as coisas tiverem sabor e se não pusermos em causa a qualidade do produto”, detalha Miguel Rocha Vieira, no evento de abertura.
Com 100 lugares interior e outros 100 na esplanada, e ainda uma sala privada, a carta acompanha as estações e as possibilidades de cada produto, permitindo renovar a oferta ao longo do ano, mantendo o foco na sazonalidade, no sabor, na simplicidade e na hospitalidade. E há opções para todos os gostos, desde pratos vegetarianos a propostas de carne e peixe.
Das entradas ao peixe irresistível, ficámos fãs deste novo restaurante
A MAGG já foi conhecer A Terra Cota e os seus sabores, por isso não se esqueça de fazer uma lista mental do que pedir. Para começar a refeição, comemos um couvert (4€) composto por massa mãe, broa de milho, azeite virgem extra e escabeche de cenoura, que é um clássico que nunca falha.
Seguiram-se duas entradas que são um must: lírio dos Açores marinado com escabeche de tomates verdes (12€) e lulinhas grelhadas com azeite de alho, ervas e malagueta (11€), duas opções super frescas e saborosas que abriram o apetite para os pratos principais. Qual preferimos? Sem dúvida que as lulinhas grelhadas destacaram-se. Mas pode ainda pedir tártaro de vaca alentejana (13€), rosbife de vitela (12€), creme de alho-francês (5€), salada de tomate (6€) e rabanetes assados (7€).
Nos pratos principais, a carta é dividida por terra, mar e o campo. A MAGG começou por provar o novilho Mertolenga (17€) com acelgas, ervas do monte, batata assada e alguns legumes da estação como tomate cherry, curgete e pepino, uma proposta que certamente irá fazer as delícias dos amantes de carne suculenta.
Mas foi o robalo ao vapor de algas com amêijoas e arroz de limão (17€) que nos conquistou de início ao fim e que nos levou a querer repetir. O arroz, cremoso e muito saboroso, combinava na perfeição com o robalo e as amêijoas, e estava tão bom que até nos deu vontade de ir à cozinha pedir a receita ao chef.
Espreite o que pode comer.
Se é vegetariano, pode comer cenouras novas assadas (13€), couve coração grelhada (11€), aipo ao sal (12€) e beringela (12€). Dos pratos do mar, também vale a pena dar uma hipótese ao atum grelhado (16€) ou à pescada escalfada (13€), enquanto nas propostas de carne há costeletas de borrego (19€), barriga de porco (15€) e frango do campo estufado (13€).
Nas sobremesas, provámos a mousse de chocolate com flor de sal e azeite (4€), que estava irresistível. Se bem que ficámos rendidos à tarte A Terra Cota (6€), que muda ao sabor da estação. Nesta altura vai encontrar tarte de amêndoa com ameixas laminadas e creme de iogurte, e o pudim flan com ovos do campo, caramelo e sementes de girassol e abóbora (4€), Pode ainda provar uma sobremesa com legumes, a beterraba em calda com café e framboesa (5€), bem uvas moscatel assadas com waffle e iogurte grego (4€) e fruta da estação (5€).
Para acompanhar os pratos, provámos duas bebidas bem fresquinhas: brisa verde (7€), sem álcool, composta por framboesa, pepino, abacaxi e manjericão, e sangria de sidra com pepino, maçã verde, hortelã e canela (7€) – duas combinações leves e refrescantes que funcionam bem para acompanhar os pratos da carta. Há ainda sumos naturais e smoothies (6€), chás frios (6e), kombucha (5€) e vinhos (4€ por copo).
Se procura uma refeição descontraída, com bons produtos da terra e pratos cheios de sabor, A Terra Cota pode ser uma boa morada para guardar na lista. É daqueles sítios que convidam a voltar, sobretudo para descobrir o que a próxima estação vai trazer à carta.












