Andrea Cardoso assume o leme do restaurante e é a primeira chef mulher na liderança desta cozinha. Saiba o que pode provar e quanto tem de gastar.
Geralmente, o verão traz novos sabores frescos e coloridos à mesa, mas no Digby a estação mais quente do ano trouxe uma nova vida à sua cozinha. Andrea Cardoso passa a liderar a cozinha do restaurante no Torel Avantgarde, no Porto, tornando-se a primeira mulher a assumir este cargo no hotel portuense de 5 estrelas, reconhecido em 2024 como o melhor hotel de 5 estrelas de Portugal pelos Publituris Travel Awards, mas também com uma Chave no Guia Michelin em 2025.
Filha de mãe transmontana e pai espanhol, há mais de 15 anos que a chef de origem brasileira desenvolve uma cozinha de território e de memórias, contando histórias através de cada prato. Desta forma, a nova carta cruza a tradição portuguesa com outras referências.

“O livro The Closet of the Eminently Learned serviu-me como mapa conceitual. Esta obra explora a técnica de fermentação e hidroméis, que me inspirou a criar os meus próprios fermentados e reduções e aborda também a questão de como fazer bouillons (caldos) complexos, o que no menu se traduz em molhos de carne e fundos de vegetais ultra-reduzidos, cozinhados lentamente por dias, servindo de base invisível, mas potente, para os pratos principais”, detalha Andrea Cardoso, em comunicado.
O menu convida todos os hóspedes e clientes a navegar pelos três elementos – mar, terra e fogo – seja “através da frescura do peixe da costa portuguesa e dos mariscos, muitas vezes trabalhados com notas cítricas ou técnicas que remetem à frescura tropical, seja através de uma constante ligação às origens e sazonalidade”, com vegetais biológicos, tubérculos, cogumelos silvestres e carnes de pasto de raças autóctones. Já o elemento fogo está presente na brasa e nos assados lentos que remetem às antigas cozinhas da humanidade.
Das entradas às sobremesas, eis o que pode comer

Para abrir o apetite há um couvert composto por vellutata de cenoura e patanisca (7€), bem como pica pau (9€), maçã de queijo de cabra (9€) e xerém de amêijoas com citrinos (14€), onde a cremosidade da papa de milho funde-se com o lado fresco das amêijoas e algumas notas cítricas.
Os pratos principais dividem-se em três partes. Nas opções de carne há porco bellota com castanhas (17€) e carré de cordeiro (29€), enquanto nas propostas de carne pode comer arroz do mar (25€) ou lombo de bacalhau com caju e pimento (29€). Há ainda espaço para um prato vegetariano, couve-flor (15€), que é servida sobre um um aveludado à base de vegetais, com elementos crocantes.
Por fim, pode desfrutar de arroz-doce (8€), três leites (9€), ruibarbo (9€) e uma seleção de frutas (9€). O novo menu está disponível de segunda-feira a domingo, ao jantar, entre as 19h30 e as 22h30, e ao fim-de-semana, das 12h30 às 15 horas. Já ao almoço, de segunda a sexta-feira, os hóspedes e visitantes podem optar pelo menu executivo (35€), que inclui entrada, prato principal e sobremesa, além do couvert, água, um copo de vinho e café.
Mas se a ideia for petiscar fora de horas, pode comer um dos petiscos do menu de snack bar, disponível diariamente entre as 11h30 e as 23h30. Há salada césar (15€) ou de quinoa (22€), prego (21€), hambúrguer (18€), sanduíche de vegetais (14€) ou de sapateira (23€), asinhas de frango (13€), tártaro de salmão e pepino (12,50€) e pizza pepperoni (20€), de bacalhau (25€) ou vegetariana (25€).
Há ainda scones com manteiga e compostas (6€), um momento de chá disponível entre as 15h30 e as 19h30 (12€) e várias sobremesas como mil folhas de banana (6€), gelado artesanal (3,50€), seleção de frutas (8€) e sanduíche gelada (7€). Estes petiscos podem ser acompanhados por cocktails de assinatura, como o Alfred Hitchcock, uma opção sour que combina whiskey, maçã, limão e clara de ovo (16€), o Vincent Van Gogh, com tequila, lima, malagueta e laranja (17€), ou o Charles Chaplin, feito com rum, chocolate e laranja (18€), entre outros.











