E se arriscasse e a entregasse tudo nas mãos do chef? É este o convite que o Ueno Omakase faz a todos os clientes. Saiba quando tem de gastar para fazê-lo.
O conceito de omakase está cada vez mais a conquistar os amantes de cozinha japonesa. Trata-se de uma experiência única e irrepetível onde o cliente abdica da carta e entrega-se por completo nas mãos de quem está por detrás do balcão, que decide o que servir, quando e como. Nem todos têm coragem de arriscar, mas se gosta de desafiar as probabilidades, há um nome a registar: Ueno Omakase.
O restaurante fica no Mercado do Cego, em Lisboa, e apenas serve esta experiência. Mas será que é muito diferenciadora dos conceitos já presentes na capital portuguesa? Falámos com um dos sócios do Ueno Omakase, que garante que oferecem uma experiência única.
“Normalmente nos omakases dizem que a cada dia é um menu diferente, e a verdade é que eu vou a todos os omakases de Lisboa e quando regresso passado seis meses, o menu não é assim tão diferente do que foi há seis meses. O que vai mudando é o peixe consoante o tempo, mas a sequência é a mesma. Nós não. Temos um menu bastante distinto entre cada estação. É claro que como em todos os omakases não conseguimos garantir que temos ou não os mesmos peixes, mas as receitas e base do menu mudam basicamente de 3 em 3 meses”, começa por explicar Tiago Claro, um dos chefs e proprietário do espaço, em entrevista à MAGG.
“Fazemos quatro menus por ano. Na semana em que muda a estação, mudamos o nosso menu e ele é super distinto. No inverno vamos para o washoku, com uma cozinha tradicional japonesa com mais pratos quentes e caldos, enquanto no verão temos uma cozinha muito mais leve e fresca do que no inverno. Nas meias estação fazemos a transição de uma estação para a outra”, acrescenta.
A ideia de criar o Ueno Omakase surgiu depois de Tiago Claro e de Marcos Pereira, o outro chef do restaurante, irem ao Japão. Durante 15 dias ficaram em Tóquio, onde tiveram a oportunidade de experimentar muitos restaurantes e alguns omakases. Foi no parque Ueno, perto do local onde estavam hospedados, que os dois chefs começaram a falar sobre a ideia de abrir um restaurante omakase em Portugal.

Quando regressaram, construíram um omakase dentro do Sushi Mood, um outro restaurante, em Sesimbra, contudo, tiveram de alargar as portas, visto que se trata de uma zona sazonal e que rapidamente perceberam que não iriam conseguir manter um omakase aberto todos os dias como em Lisboa. “Estávamos a fazer dois a três omokases por semana e foi aí que começámos à procura de um espaço em Lisboa, no Mercado do Cego”, conta Tiago Claro.
O restaurante abriu portas em janeiro de 2025, tem apenas dez lugares e 15 momentos, com propostas compostas peixes do mar de Sesimbra, comprados na praça ou diretamente a pescadores locais.
Apesar do menu ser surpresa, sabemos alguns detalhes sobre o mesmo. Baseia-se na filosofia do Kaiseki, que respeita a sazonalidade e os produtos da época, com um tipo de cozinha metódica.
Este omakase tem o custo de 90€ e não inclui bebidas. Mas se quiser pode pedir uma harmonização por um custo adicional de 29€, que inclui quatro tipos diferentes de saké, de regiões distintas. A carta de bebidas conta ainda com três vinhos brancos, dois tintos, um rosé e alguns vinhos fora da carta que vão mudando ao longo do tempo.
O Ueno Omakase está aberto de terça-feira a sábado. À terça-feira há apenas um turno, às 20 horas, e de quarta-feira a sábado existem dois turnos, o primeiro às 19 horas e o último às 21h15. O restaurante encerra no domingo e na segunda-feira. O espaço vai estar fechado em novembro visto que os dois chefs vão estudar para o Japão e tirar um curso em Tóquio. Por isso, marque já na sua agenda uma visita a este espaço. As reservas são feitas online.

