Lisboa não para de ganhar novos sítios para comer e se a sua lista de restaurantes para experimentar já estava grande, prepare-se para acrescentar mais alguns nomes.
Nos dias que correm, há restaurantes a abrir a torto e a direito todos os dias (ou quase todos). E no meio de tantas novidades, é normal ficar-se perdido sem saber onde ir. A MAGG já visitou muitos restaurantes em Lisboa e, entre novidades, clássicos e espaços que acabaram de abrir portas, há alguns que se destacaram.
Por isso, reunimos uma lista de seis restaurantes que abriram recentemente, que já visitámos e dos quais ficámos fãs. Uns surpreenderam-nos pelos pratos, outros pelo ambiente e alguns simplesmente deixaram-nos com vontade de voltar — e de repetir tudo o que comemos.
E se anda à procura de novos sítios para experimentar, esta lista é para guardar. Desde espaços mais descontraídos aos restaurantes para uma ocasião especial, há propostas para todos os gostos. Agora, é só escolher o primeiro a visitar porque garantimos que não vai ser fácil ficar-se por apenas um.
Geradora

A Geradora, na Tapada da Ajuda, dentro do Instituto Superior de Agronomia, abriu portas a 18 de setembro e é um projeto do Esporão, uma marca de referência em vinho, azeite, turismo e agricultura biológica, que criou um novo espaço onde a gastronomia, o vinho, o azeite e a cultura convivem no mesmo lugar. Porque é que ficámos fãs?
Este restaurante foi dos poucos da lista que nos fez regressar no tempo e reviver memórias muito queridas da nossa infância, nomeadamente dos almoços na casa dos avós que todos temos saudades. O feito foi alcançado por um panado de cachaço de porco, servido com legumes grelhados e ovo, que promete ser uma aposta segura tanto para miúdos como graúdos.
A carta foca-se em comida portuguesa, mas não necessariamente tradicional, apostando no português, simples, confortável e delicioso. Nas entradas, foi difícil eleger um favorito entre uma rabanada de sarrajão com toucinho, uma patanisca de choco com molho salsa, e tártaro de vaca maturada com molho de pica-pau em telha de batata frita.
Provámos ainda um prato de peixe que não só impressionou pelo tamanho como pelo sabor de outro mundo: linguado grelhado com molho de azeite e alho, xerém e salada. Nas sobremesas ficámos rendidos pelo pão de ló de alfarroba com azeite e flor de sal, com gelado de amêndoa, caramelo de amarguinha e limão. É daqueles restaurantes em que nos sentimos em casa e que nos deixou com vontade de voltar à Tapada de Ajuda só para voltar a repetir.
Geradora
Morada: Tapada da Ajuda 1349-017 Lisboa
Horários: De quinta a segunda-feira, das 12h às 17h
Contactos: 213 031 300 / Site / Instagram
Alpendre

Arriscamo-nos a dizer que o Alpendre, liderando pelo chef Hugo Brito, foi o restaurante que mais gostámos de conhecer nos últimos tempos – e razões não faltam. O restaurante fica junto da Sé de Lisboa, em Alfama, mesmo no meio de toda a confusão da cidade entre lojas de lembranças e de quinquilharias turísticas, o que no início pode não parecer muito promissor devido à enchente de turistas que o rodeia, mas que acaba por ser uma grande surpresa.
Não houve um prato que não fosse de comer e chorar por mais – e já temos uma data marcada para revisitar este espaço que recupera a essência da tasca portuguesa, sem se limitar aos clássicos de sempre, mas com a alma da cozinha de conforto. A MAGG foi visitar o espaço em agosto, mas ainda temos bem presente o sabor irresistível dos croquetes de entrecosto com mostarda (3,50€) que estavam divinais. Atrevemo-nos a dizer que foram dos melhores croquetes que já comemos nos últimos tempos. E o berbigão à Bulhão Pato (11€) também não desapontou, muito pelo contrário.
Nos pratos principais, há duas opções que nos ficaram na cabeça: costeleta de porco panada com salada russa (18€) e bacalhau à Brás (16,50€), cremoso e com alguma batata-palha crocante. O bolo de bolacha foi mais uma perdição (6€).
Alpendre
Morada: R. Augusto Rosa 34, 1100-059 Lisboa
Horário: Todos os dias das 12h às 23h
Contactos: 961 910 950 / Instagram
A Terra Cota

Robalo ao vapor de algas com amêijoas e arroz de limão divinal. Não era preciso dizer mais nada sobre A Terra Cota, em Alfragide, porque foi assim que este restaurante nos conquistou, mas seria injusto resumi-lo a só um prato porque tudo o que comemos vale uma ida a este espaço. Ao leme do projeto está o chef Nuno Bandeira de Lima, com o apoio de Miguel Rocha Vieira, que aposta num conceito farm to table.
Ficámos rendidos às entradas super frescas e deliciosas. Começámos pelo lírio dos Açores marinado com escabeche de tomates verdes (12€), que nos agradou bastante, mas foram as lulinhas grelhadas com azeite de alho, ervas e malagueta (11€) que deixaram a nossa barriga a bater palminhas.
A estrela da refeição foi mesmo o robalo ao vapor de algas com amêijoas e arroz de limão (17€). O arroz era cremoso e muito saboroso, combinava na perfeição com o robalo e as amêijoas, e estava tão bom que por pouco não nos levantámos da mesa e fomos à cozinha roubar a receita ao chef.
Quando pensávamos que não podia ficar melhor, comemos a tarte A Terra Cota (6€), que muda ao sabor da estação. Nesta altura vai encontrar tarte de amêndoa com ameixas laminadas e creme de iogurte, mas o creme do pudim flan com ovos do campo, caramelo e sementes de girassol e abóbora (4€) também fez as nossas delícias.
A Terra Cota
Morada: Rua Alfredo Da Silva 2, 2610-088 Amadora
Horário: Todos os dias das 12h às 23h30
Yokocho Ramen

Como amantes de um bom ramen, o Yokocho não passou ao lado. Trata-se do novo conceito do chef Tiago Penão, que aposta todas as fichas na ramen-ya, uma casa especializada em ramen ao estilo de Tóquio, sendo o sítio ideal para uma boa refeição de conforto. A carta é curta e composta por quatro ramen fixos, mas antes disso provámos algumas entradas gulosas, entre elas o nikuman (9€), uma bolinha de massa adocicada japonesa cremosa e gulosa, recheada com barriga de porco com caldo gelatinoso, o karaage (10€) e gyosas de porco (10€).
A MAGG provou o ramen shoyu chintan (19,50€), uma das opções mais leves com um caldo japonês límpido feito de aves e à base de soja, e sim, tinha tudo o que um bom ramen pede: molho ótimo e reconfortante, massa cremosa, o clássico ovo ajitama delicioso e carne no ponto perfeito.
E guarde espaço para uma versão de um beijinho, um doce com massa de mochi por fora, com recheio de leite condensado e coco, e um morango (6€), que foi uma autêntica bomba de gulodice onde o sabor do leite condensado sobressaiu, acabando por mais tarde ser cortado com o da fruta.
Yokocho Ramen
Morada: Rua Manuel Bernardes 5B, 1200-250 Lisboa
Horário: De terça a sábado das 18h30 às 00h (domingo e segunda encerrado)
Clara Café

Divulgação
O Clara Café é daqueles spots bem escondidos no centro da cidade e um verdadeiro oásis no meio do centro da capital. O café all day dining fica na Brotéria – Associação Cultural e Científica, em Lisboa, e foi pensado para tomar um pequeno-almoço tranquilo, almoço ou para uma pausa durante a tarde.
Com cozinha simples e com produtos biológicos, o espaço aposta em vegetais e propostas ligeiras e vegetarianas, apesar de também ter pratos de peixe e carne. Há alguns pratos que não pode fugir deles e a torrada com ervilhas, abacate, alface do mar, vinagrete de pimento assado e manjericão (11€) é um dos exemplos. É saborosa, refrescante e uma perdição saudável.
Nos pratos principais, tem mesmo de provar o rosbife de novilho com ovos de codorniz em conserva, aioli de beterraba, feijão branco, hortelã, alcaparras e alcachofras (18€). Apesar de ter muitos ingredientes, tudo estava no ponto. A carne era terrinha, os ovos de codorniz rosas eram de comer e chorar por mais, e o feijão branco ligava tudo.
Mas se prefere peixe, a bowl de camarão com couscous, ovo cozido, abacate, courgette , espargos verdes e salsa verde de pepino e ervas (16€), é uma opção mais do que segura. E claro que para terminar a refeição comemos um guilty pleasure perfeito e guloso, uma cookie de chocolate e flor de sal (3,50€).
Clara Café
Morada: Rua São Pedro Alcântara, 3, 1250-237 Lisboa
Horário: De segunda-feira a sábado, das 10h às 18h
Contactos: 912 763 274 / Instagram
Gare Restaurant

Se é um verdadeiro amante de carne, o Gare Restaurant, na Doca de Alcântara, em Lisboa, é uma escolha a ter em conta. A carta foca-se na cozinha portuguesa contemporânea, especialmente nos cortes de carne maturada e há dois pratos principais a ter em conta. O primeiro é a vitela assada no forno (27,50€), com batata assada, com uma carne tão tenra que se desfazia na boca, e que pode ser complementado com o puré trufado (7€), que nos deixou sem palavras.
O segundo é o filé à Jefferson (35€), um bife do lombo envolvido num molho trufado irresistível, e servido com tagliatelle, queijo grana padano ralado, azeite trufado e natas. Um prato bastante cremoso e cheio de sabor, que, por si só, justifica uma visita ao restaurante.
Nas sobremesas, o pudim de coco (7,80€), com uma textura suave e cremosa, e o cheesecake de frutos vermelhos (8,50€), deixaram-nos com vontade de rapar o prato e de pedir para repetir os doces.
Gare Restaurant
Morada: Gare Marítima de Alcântara 1, Lisboa, Portugal 1350-355
Horário: De terça a quinta-feira das 11 às 23h (sexta a sábado até às 01h; domingo até às 18h)
Contacto: 967 505 320 / Instagram
