Do ceviche à bola de Berlim salgada. Fomos experimentar o novo menu do Addiction e contamos-lhe como correu

O Addiction celebra dois anos de história com noites que unem a gastronomia e um ambiente animado com DJ. Demos lá um salto e a experiência foi agridoce. Entenda.

Divulgação

O Addiction está a celebrar dois anos de história e decidiu marcar o momento especial à mesa. Para assinalar a data, o restaurante, em Lisboa, preparou uma nova experiência gastronómica inspirado na diversidade da street food mundial. Falamos do “Banquete”, um novo menu de degustação que reflete diferentes influências, com vários sabores e técnicas, tudo isto numa cozinha e ambiente descontraído e cosmopolita.

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“Este aniversário é acima de tudo uma celebração das pessoas que fazem parte desta história. Dos clientes que regressam, das equipas que dão vida ao conceito todos os dias e de uma cidade que recebeu o Addiction de braços abertos. Queríamos criar uma experiência que refletisse exatamente isso: partilha, descoberta, boa comida, boa música e momentos que ficam na memória”, explica Ricardo Manita, proprietário do Addiction, em comunicado.

Pensado para ser vivido em grupo, o novo Baquete convida-o a mergulhar numa viagem por diferentes culturas. Fomos celebrar o aniversário do Addiction, bem como a provar este novo menu – e contamos-lhe tudo.

Como correu a nossa experiência?

O Banquete inclui oito pratos, servidos em dois momentos, e dois cocktails de acompanhamento — ou, pelo menos, era isso que esperávamos. Mas já lá vamos.

A nossa experiência começou ainda antes de entrarmos no Addiction. Enquanto aguardávamos pela abertura das portas, fomos recebidos com uma limonada fresca (e ótima), que ajudou a aliviar o calor abrasador da vaga de calor que se fazia sentir. Lá dentro, o ambiente correspondia ao que esperávamos: uma banda de jazz ao vivo, muita energia e uma atmosfera cosmopolita que rapidamente nos colocou no espírito da experiência.

O primeiro prato a chegar à mesa foi um ceviche de robalo e camarão, envolvido em leite de tigre cítrico com um toque de coco, ervas aromáticas e gel de manga. Fresco, equilibrado e cheio de sabor, foi uma entrada que abriu o apetite para o que se seguiu: um tártaro de novilho, que superou as nossas expectativas. Para sermos sinceros, foi um dos melhores tártaros que já provámos, tanto que acabámos por repeti-lo mais do que uma vez.

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Seguiu-se um croquete cremoso de espinafres (delicioso), com cheddar fundido no interior e quinoa crocante. O contraste entre o recheio macio e o exterior estaladiço fazia com que cada dentada soubesse ainda melhor.

O menu inclui também uma espetada de coração de galinha, com escabeche de jalapeño e farofa de panko com bacon, que acabámos por não provar por não sermos apreciadores deste tipo de iguarias. Ainda assim, basta dizer que a mesa ao lado não deixou sobrar nada.

Provámos também um prato que, à primeira vista, pode despertar alguma curiosidade — ou até hesitação, como aconteceu connosco. Se há combinações que dificilmente resultam, outras surpreendem pela positiva. Foi exatamente o caso da mini bola de Berlim salgada recheada com pulled pork suculento (sim, leu bem), coleslaw fresco e cebola caramelizada.

Este, diga-se de passagem, desapareceu num instante. Se é fã de sabores que cruzam o doce e o salgado, há boas hipóteses de este ser um dos seus favoritos. E não se preocupe: está longe de ser enjoativo, até porque o tamanho reduzido da bola de Berlim ajuda a manter tudo bastante equilibrado.

Quando já estávamos curiosos para descobrir o que viria a seguir, seguiu-se uma longa espera. Acabámos por perceber que não chegariam mais pratos e que o momento seguinte da refeição seria já a sobremesa. Não sabemos se se tratou de uma falha no serviço ou se, por algum motivo, os pratos não chegaram à nossa mesa, mas verdade é que acabámos por não ter acesso aos oito momentos previstos – um contratempo que fez com que a experiência ficasse aquém das expectativas.

Ficaram por provar as ostras de Setúbal refrescadas com sorbet de manga e malagueta, finalizadas com um véu cítrico de lima; os rolos frescos de arroz com vegetais crocantes, melancia infusionada em dashi, creme de miso, compota de malagueta, zest de limão e amendoim caramelizado; as gyosas de lagosta envolvidas em manteiga de ervas, dashi de kombu e tobiko preto; e, por fim, o lobster roll com manteiga de ervas, molho de kimchi e tobiko preto em brioche dourado.

No entanto, o menu terminou com um guloso tiramisù – que, embora não tenha necessariamente conseguido salvar a experiência por completo, deixou, sem dúvida, a barriga mais satisfeita.

Em suma, para quem gosta de sair à noite e procura um jantar animado, o Addiction garante música, DJ e um ambiente descontraído durante toda a refeição. É um espaço onde a música, a energia e a partilha à mesa têm tanto protagonismo como a própria comida.

Para quem prefere um jantar mais tranquilo, o restaurante também oferece diferentes ambientes, com uma zona mais resguardada da música e outra no centro da animação. Já se o objetivo for apenas comer bem, não podemos garantir que não surjam imprevistos como os que tivemos. Há pratos surpreendentes, combinações criativas e propostas muito bem executadas, mas ficámos sem conhecer o menu na sua totalidade. O Banquete custa 45€ e inclui dois cocktails: Summer Blanc e Exotic Mule.

Addiction | Modern Street Food

Morada: Rua Rodrigues Sampaio 21C, Lisbon, Portugal

Horário: Terça-feira das 17h às 00h30; de quarta a sábado das 12h às 00h30; domingo das 10h às 17h

Contacto: Instagram

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