O restaurante Nº6 abriu no início de agosto e leva os sabores tradicionais portugueses para a mesa. Eis o que precisa de saber.
A cozinha tradicional portuguesa tem um encanto que não dá para explicar. Apenas sente-se, ou come-se neste caso. Das gerações mais antigas às mais velhas, é impossível não gostar da gastronomia nacional, contudo, nos dias que correm, é difícil encontrar um espaço que ainda continue a preservar esta tradição. A boa notícia é que descobrimos um novo restaurante que promete fazer isto mesmo.
Chama-se restaurante Nº6, fica em Santos, na Rua da Esperança, tem cerca de 40 lugares, e promete trazer comida tradicional portuguesa, com um pequeno twist. Aberto desde 3 de agosto, este projeto nasce de três sócios, que trabalham na área e que sempre ambicionaram abrir um espaço tipicamente português, que não fosse uma neo-tasca, mas que tivesse um conceito mais conservador.
“Montámos um restaurante conservador, que se calhar não é tão conservador como alguns clássicos, mas tentámos trazer a visão contemporânea conceptualmente e esteticamente, e não tanto no prato. Temos algum twist, mas nada do outro mundo porque a ideia é servir o produto clássico, um ótimo produto, a um preço um pouco mais acima da média”, começa por explicar João Rocha, proprietário do restaurante Nº6, em entrevista à MAGG.
Mas desengane-se quem pensa que este projeto passa por uma neo-tasca. Apesar da carta se focar em comida tradicional portuguesa com um toque contemporâneo, o proprietário garante que vai a essência mantém-se. “Não é de todo uma neo-tasca como está na moda, não há que reinventar clássicos. É um conceito conservador e tradicional, com uma aposta na versatilidade“, afirma, acrescentando que não pretendem ter um target em específico, mas sim chegar a pessoas de todas as faixas etárias, incluindo portugueses e turistas.
Quanto ao nome, os sócios decidiram brincar um pouco e escolher o nome da porta. O que muitas pessoas não sabem é que existe mais história por detrás. “Se pudéssemos não tínhamos nome porque a ideia é ser uma sala de estar com malta, é um restaurante familiar, com poucas pessoas de operação. Na minha família havia um bar nos anos 70 e 80, que se chamava 81, que foi o nosso primeiro negócio de família dos nossos pais e tios, em Campo de Ourique, e comecei por aí. Queria uma referência familiar, que trabalhássemos um número. Não queríamos dar um nome ao restaurante, mas a verdade é que se tinha de dar um nome.”
Assim, foram à procura de um número curto e brincaram um pouco com o nome para não ser só o número da porta. Mas há mais. O número 6 é mesmo especial neste espaço porque o restaurante apenas tem seis entradas frias, seis entradas quentes, seis pratos de carne, seis de peixe, seis sobremesas e seis regiões de vinho. Sim, leu bem.
“Queríamos ligar o nome do restaurante a algo palpável, no menu, e mesmo assim acho que as pessoas não percebem. Quando abrem o menu não reparam nesta brincadeira”, conta João Rocha.
Não foi apenas o nome que foi escolhido a dedo, mas também a sua localização, em Santos. Depois de trabalhar quatro anos num projeto em Santos, juntamente com outro sócio, perceberam que havia uma lacuna no mercado e decidiram criar algo de raiz. “Nestes quatro anos ficámos a conhecer a zona como a palma da mão e sabíamos que a zona da Rua da Esperança, além de estar minimamente trendy, vai ter metro e os hotéis continuam a abrir.
O que se pode comer no Nº6?
A ideia passa por ter uma carta fixa e uma rotativa. O restaurante Nº6 conta com seis pratos do dia, para cada dia de semana (domingo encerram), os quais servem de test drive para possivelmente entrarem na carta. Quanto à restante oferta, nas estradas há escabeche de sardinha (9€), salada de favas (9€), muxama (13€), salada de polvo (14€), tártaro (14€) e presunto (15€). Já nas entradas quentes pode comer croquetes de novilho (3€), cogumelos recheados (8€), peixinhos da horta (9€), pica-pau do lombo (15€), lulinhas fritas (16€) e amêijoas à Bulhão Pato (24€).
Seguem-se os pratos principais que se dividem em duas partes. Nas propostas de peixe há filetes de peixe galo (20€), lombo de pregado grelhado (26€), bacalhau à 6 (26€), lombo de garoupa grelhada (27€), massa de garoupa com camarão e amêijoa (29€) e arroz de mar com camarão tigre (35€).
Se prefere carne, pode comer plumas de porco preto (25€), bochechas de vitela (26€), costeletinhas de borrego (26€), bife do lombo à portuguesa (30€), arroz de forno com presa de porco ibérico (34€) e entrecôte de wagyu (45€).
Para acompanhar há arroz de tomate com coentros, esparregado, batata frita, feijão verde salteado, salada mista e puré de favas, todos a 5€. O restaurante Nº6 propõe terminar a refeição com fruta da época (5€), a clássica mousse de chocolate (6€), encharcada (6€), pudim Abade Priscos (8€), queijo serpa com compota (10€) e bolo de bolacha com manteiga de amendoim (6€).
O Nº6 está aberto tanto para almoços como jantares, de segunda-feira a sábado, do meio-dia às 15h30, e das 19 horas até um pouco mais tarde, às duas da manhã, ideal para aquelas noites que vem de um concerto ou de uma noite de futebol.
Se vale a pena ir experimentar este restaurante? Os testemunhos falam por si. “Temos muitos estrangeiros que vivem cá e que dizem que faltava um restaurante de comida portuguesa de alta qualidade na zona, que não fosse só uma tasca ou neo-tasca”, detalha João Rocha.
Veja as fotos.
Nº6
Morada: Rua da Esperança 6, Lisboa 1200-657
Horário: De segunda a sábado das 12h às 15h30 e das 19h às 02h (domingo encerrado)
Contactos: 967 782 253 / restauranteseis6@gmail.com / Instagram









